Criada em 03/04/2019 às 15h47 | Pecuária

Ministério cria comitê para atualizar normas de controle e erradicação do Mal da Vaca Louca e outras encefalopatias

Embora o Brasil seja classificado com risco insignificante para o Mal da Vaca Louca junto à Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), o Ministério da Agricultura resolveu criar um comitê para atualizar as normas de controle e erradicação da doença.

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O último caso atípico de vaca louca no Brasil foi confirmado em 2014. (Foto Divulgação Web)

Janete Lima
DE BRASÍLIA (DF)

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) criou comitê que vai revisar as normas para vigilância, controle, erradicação, certificação e emergência sanitária do Mal da Vaca Louca e todas as formas de Encefalopatias Espongiformes Transmissíveis (que incluem seres humanos), com as atualizações do Código Terrestre de Animais da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE).

Também serão modernizadas as análises laboratoriais para diagnóstico da doença. O grupo foi criado pela Portaria 44 . Além de integrantes do Ministério o comitê terá pesquisadores de universidades.

As ações imediatas do comitê serão a análise dos pedidos de atualização da legislação do programa do ministério para a doença e inclusão de novas descobertas e conhecimentos sobre as encefalopatias.

Atualmente, a OIE classifica o Brasil com o menor grau de risco para a vaca louca: “insignificante”. A pior situação é a do risco desconhecido. Existe ainda o risco controlado no qual se enquadram alguns países da Europa. O mal da Vaca Louca (encefalopatia espongiforme bovina) é uma doença degenerativa que atinge o sistema nervoso do gado e seus sintomas incluem agressividade e falta de coordenação.

O último caso atípico de vaca louca no Brasil foi confirmado em 2014, pelo Laboratório Nacional Agropecuário em Pernambuco (Lanagro-PE), do Ministério, em uma vaca de 12 anos de idade, de uma fazenda de Mato Grosso. Foi considerado atípico pois o animal não consumia ração de origem animal (de restos de carne, miúdos e medula óssea), que pode conter a proteína que desencadeia a doença no cérebro do bovino. O animal foi abatido e destruído em 19 de março daquele ano. Foram feitas investigações em 11 propriedades próximas da fazenda e sacrificados e destruídos 49 animais nascidos um ano antes e um ano depois do animal com a encefalopatia. (Do Mapa)

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