Criada em 04/04/2019 às 17h48 | Agricultura

Desenvolvidos pela Embrapa, consórcio rotacionado e cultivares biofortificadas beneficiam a agricultura familiar no Maranhão

Os benefícios serão demonstrados no próximo dia 11, no Dia de Campo promovido pela Embrapa no povoado Supapinho (Lima Campos – MA), onde há a junção de duas tecnologias da Embrapa: o consórcio rotacionado e os cultivos biofortificados para culturas como arroz e feijão.

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Os cultivos biofortificados contemplam as principais culturas alimentares do Maranhão como arroz, feijão, milho, macaxeira e batata doce. (Foto Divulgação Embrapa Cocais)

Flávia Bessa
DE SÃO LUÍS (MA)

Uma manhã reservada para demonstrar os benefícios da junção de duas tecnologias da Embrapa, o Consórcio Rotacionado para Inovação na Agricultura Familiar – CRIAF e os cultivos biofortificados, para as principais culturas alimentares do Maranhão: arroz, feijão, milho, macaxeira e batata doce. Esse será o tema do dia de campo realizado pela Embrapa Cocais, no Povoado Supapinho, em Lima Campos-MA, no próximo dia 11, em parceria com a secretaria de Agricultura, Pecuária e Pesca de Lima Santos, Rede BioFORT e Governo do Maranhão.

O evento terá visita técnica a duas estações do dia de campo: a primeria com o tema “As cultivares biofortificadas e o seu manejo no CRIAF – arroz BRS Pepita, mandioca BRS Dourada e milho BRS 4104”, a ser ministrado pelo analista da Embrapa Cocais Carlos Santiago; e a segunda sobre a "Batata doce Beauregard e feijão-caupi BRS Aracê biofortificado", cujos palestrantes serão o secretário de agricultura do município, Terto Benevenuto de Alencar, e as equipes técnicas da secretaria e da regional da Agência Estadual de Pesquisa Agropecuária e de Extensão – Agerp de Pedreiras.

O dia de campo será realizado no sítio Supapinho, de propriedade do produtor Aldemar Tomé e sua esposa Silva e Ivanilde Oliveira e Silva. “Estamos muito satisfeitos com os resultados dos sistemas consorciados e dos biofortificados, que têm ciclo de desenvolvimento mais rápido, propiciando boa produção e retorno financeiro. Queremos compartilhar os conhecimentos que recebemos da Embrapa para alcançarmos nosso sucesso”, diz Aldemar. Ivanilde destaca a comercialização dos produtos para o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE).

O público-alvo são assistentes técnicos, professores, estudantes, extensionistas, produtores ligados à agricultura familiar das regiões de Lima Campos, Pedreiras e Médio Mearim, secretários de agricultura e representantes de entidades.

A biofortificação é uma técnica de melhoramento genético natural que aumenta o teor de micronutrientes dos alimentos que já fazem parte da dieta da população mais carente como vitamina A, ferro e zinco, promove uma melhora na qualidade nutricional e garante segurança alimentar para as famílias mais carentes, além de renda extra de forma mais rápido, tendo em vista o ciclo mais curto dos cultivos biofortificados em relação às culturas tradicionais. Além da qualidade nutricional, são também incorporadas boas características agronômicas, como produtividade, resistência à seca e a pragas.

O objetivo é combater fortemente a chamada “fome oculta”, que é a carência específica de micronutrientes. Para isso, o projeto BioFORT  busca também a promoção do aumento da produção e do consumo de alimentos biofortificados nas diversas regiões do Brasil, por intermédio do fortalecimento de uma rede para a transferência de tecnologias com abrangência nacional.

Frutos no Maranhão

No estado, os cultivos biofortificados foram implantados desde 2006, inicialmente pela Embrapa Meio-Norte. Atualmente, a atuação da Embrapa Cocais abrange duas frentes: as ações advindas do Acordo de Cooperação Técnica entre a Embrapa e o Governo do Estado do Maranhão, assinado em abril de 2017,  para transferência de tecnologia em cultivos biofortificados, visando à segurança alimentar e nutricional, especialmente para as comunidades e regiões mais carentes; e do projeto de transferência de tecnologia e de comunicação empresarial aprovado no âmbito do Macroprograma 4 da Embrapa, que engloba 38 Escolas Casas Familiares Rurais - CFRs, oito projetos sobre os sistemas agrícolas consorciados e 15 sobre Sistemas Integrados Alternativos para Produção de Alimentos, conhecido como "Sisteminha Embrapa”.

Atuação nacional e internacional - A Rede BioFORT consiste em um conjunto de projetos responsáveis pela biofortificação de alimentos no Brasil. É coordenada pela Embrapa Agroindústria de Alimentos, sendo que várias Unidades da Embrapa são participantes, a exemplo da Embrapa Cocais. No Brasil, o programa BioFORT, congrega mais de 150 pessoas em diferentes áreas do conhecimento e em 14 Estados brasileiros. Essa rede interage com universidades, centros de pesquisa nacionais e internacionais, associações de produtores, governo, prefeituras e organizações não-governamentais. A Rede foi iniciada pelo projeto HarvestPlus, financiado pela fundação Bill & Melinda Gates e pelo Banco Mundial, entre outros, e também inclui o projeto AgroSalud, financiado pela Agência Canadense para o Desenvolvimento Internacional (CIDA), ambos coordenados pela Embrapa Agroindústria de Alimentos. (Da Embrapa Cocais)

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