Criada em 24/07/2023 às 11h17 | Agronegócio

Embrapa: 40% das fazendas de gado no Brasil adotam práticas sustentáveis

Levantamento aponta que, aproximadamente, 40% das fazendas de gado no Brasil adotam práticas sustentáveis, incluindo medidas de redução de emissões. Esta é uma conquista significativa, considerando o grande número de empresas de pecuária no país.

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Embrapa: 40% das fazendas de gado no Brasil adotam práticas sustentáveis. (Foto: Divulgação)

O Brasil, como o maior produtor de bovinos do mundo, atingindo a expressiva marca de 224,6 milhões desta espécie, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgados em 2022, está disposto a lidar com a pegada ambiental de sua produção pecuária. As iniciativas com foco em propriedades pecuárias de baixo carbono ganharam força nos últimos anos.

Um relatório da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) destaca a tendência crescente de empresas pecuárias implementarem estratégias de redução de emissões de carbono. O levantamento aponta que, aproximadamente, 40% das fazendas de gado no Brasil adotam práticas sustentáveis, incluindo medidas de redução de emissões. Esta é uma conquista significativa, considerando o grande número de empresas de pecuária no país.

JBS

A JBS, uma das maiores empresas mundiais de alimentos, está instalando biodigestores para produzir biogás, uma energia renovável e limpa, dando uma nova finalidade ao metano emitido em suas operações industriais.

A etapa inicial desta ação contempla as nove maiores unidades da Friboi ereduzirá em 65% as emissões escopo 1 do negócio, que são emissões liberadas para a atmosfera como resultado direto das operações da própria empresa, representando um corte de 24,6% nas emissões escopo 1 de todas as atividades da JBS no Brasil. Com investimento de R$ 54 milhões, trata-se do maior projeto do tipo na indústria de proteína no país, reduzindo o impacto ambiental do seu processo produtivo.

Tecnologias

Para Alexandre Berndt, pesquisador e chefe-geral da Embrapa Pecuária Sudeste, as tecnologias, em geral, que melhoram a eficiência da produção, contribuem também com a menor emissão líquida, porque os recursos são melhor utilizados, os insumos, o potencial genético do animal, a oportunidade da terra, resultando numa maior eficiência, e, por consequência, reduzindo a emissão por quilo de carne. “A adesão dessas tecnologias no Brasil tem sido mais estimulada pela busca da rentabilidade na atividade”.

Projetos

O trabalho da Embrapa tem várias frentes e amplos esforços que visam a melhoria da eficiência de modo a contribuir no balanço de carbono. Com esse foco, a empresa possui projetos como o Carne Carbono Neutro, do Carne Baixo Carbono, Soja Baixo Carbono e o Leite Baixo Carbono. “A Embrapa possui Parcerias Público Privadas que estão discutindo métricas, desenvolvendo ferramentas de cálculo e ajudando as indústrias e os produtores a adotarem essas tecnologias de eficiência para que reduzam a sua pegada de carbono”, afirmou o chefe-geral da Embrapa Pecuária Sudeste.

Pesquisas de produção

A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária possui resultados de produção com baixa emissão de carbono. “Quando o sistema de produção é intensificado, não necessariamente a emissão é reduzida. O que ocorre é a baixa emissão líquida de carbono. A emissão bruta pode até aumentar, então pode ser que você dobre a sua emissão, mas multiplique por 4 a sua produção. Com isso, as emissões são diluídas por mais produto”.

“Os dados desta pesquisa, especialmente nos sistemas de integração, lavoura, pecuária e floresta, indicam que é possível ter o potencial de compensar, completamente, as emissões do rebanho que está nesse sistema; o que seria uma emissão zero a zero. Emite 10, mas remove 10. Esse carbono removido da atmosfera, imobilizado ali, pode compensar totalmente as emissões de metano e dióxido nitroso”, disse Alexandre Berndt.

Selo

Está vigente uma Consulta Pública do Ministério da Agricultura para um selo de cadeias descarbonizadas. Inicialmente, são 13 cadeias, onde a carne e o leite estão incluídos. O MAPA vai emitir um certificado para sistemas de produção que atenderem a uma série de requisitos. Não é uma certificação, mas sim uma identificação. (Da SNA)

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