Criada em 14/04/2023 às 14h16 | Negócios

Governo abre novos mercados para produtos do agro, com destaque para carnes

Governo abre novos mercados para produtos do agronegócio, e o setor de proteína animal está ganhando destaque nesse processo. Recentemente foram habilitados diversos itens para diversos países.

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Carne bovina: um dos destaques na pauta de exportações. (Foto: Divulgação)

O governo brasileiro continua a abrir novos mercados para produtos do agronegócio, e o setor de proteína animal está ganhando destaque nesse processo.

Recentemente, foram habilitados diversos itens como bovinos vivos para a Argélia; mucosa intestinal, ovos férteis e aves de um dia para o Chile; sêmen bubalino para o Panamá; gelatina bovina para a Malásia; carne suína in natura e carne bovina para o México, carne de aves para a Polinésia Francesa e, em outra categoria, algodão para o Egito.

Além disso, foram aprovadas 11 plantas frigoríficas para a Indonésia, além da definição, junto às autoridades chilenas, dos requisitos fitossanitários para exportação de mamão fresco para o Chile.

Em março, durante missão à China, após anunciar o fim do embargo do país asiático às importações de carne bovina, devido a um caso isolado do Mal da Vaca Louca no Pará, o governo brasileiro habilitou quatro novas plantas frigoríficas para exportação aos chineses, e retomou as vendas em duas plantas que estavam suspensas.

No entanto, representantes do setor agrícola continuam a defender a necessidade de o Brasil exportar com maior valor agregado.

“Agregar valor gera mais empregos e qualidade no País. Para o agricultor, é uma grande opção, que também fortalece o mercado interno de sua produção”, afirmou Jacyr Costa Filho, presidente do Conselho do Agronegócio da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Cosag/Fiesp) e membro titular da Academia Nacional de Agricultura da SNA.

Indústria

Durante evento sobre oferta mundial de alimentos, o executivo afirmou que é fundamental fortalecer a cadeia de uma indústria alimentícia mais rigorosa que permita maior agregação de valor. Mas, segundo ele, “o primeiro passo para que isso aconteça é implementar uma reforma tributária”.

Para Jacyr, “um dos impedimentos nesse sentido é o acúmulo de crédito dessas indústrias quando elas querem processar mais produtos agrícolas para exportação”.

Independência

“O Brasil precisa despertar do seu ‘berço esplêndido’ e começar a ensaiar seu grito de independência, buscando novos mercados para produtos industrializados de mais alto valor”, sinalizou Amélio Dall’Agnol, pesquisador da Embrapa Soja.

“Já damos alguns passos nesse sentido, como a comercialização de carnes processadas, celulose, farelo e óleo de soja, mas ainda é pouco diante do volume exportado de commodities”.

De acordo com o Ministério da Agricultura, de 2019 a 2022 o governo brasileiro abriu mais de 200 novos mercados para produtos da agropecuária nacional.

Super agregação

Já o diretor técnico da SNA, Marcos Fava Neves, comentou que, após recente visita aos Estados Unidos, percebeu, pela primeira vez, uma presença maior de produtos brasileiros – entre eles, café, paçoca, sal grosso e goiabada, prontos para serem vendidos nas gôndolas dos supermercados americanos.

“Estão de parabéns os empresários que estão conseguindo colocar os produtos embalados, prontos, numa super agregação de valor. Esta é uma avenida que nós temos de ocupar no planeta, e vamos nos esforçar para isso”, disse o especialista. (Da SNA)

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