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Empresa do agronegócio com sede no Tocantins é alvo de esquema de fraudes e lavagem de dinheiro; prejuízo é de R$ 2,5 milhões

Diligências foram cumpridas no Tocantins e no Maranhão e apuram prejuízo estimado em R$ 2,5 milhões

Hiago Muniz/Governo do Tocantins

Publicado em:

27/02/2026 - 08:49


A Polícia Civil do Tocantins, por meio da Diretoria de Repressão ao Crime Organizado (Dracco) e da 1ª Divisão Especializada de Repressão ao Crime Organizado (DEIC – Palmas), deflagrou nesta quinta-feira, 26, a Operação Fluxo Oculto, com o objetivo de apurar suposta prática dos crimes de falsificação de documento particular, estelionato e lavagem de capitais. As diligências foram realizadas de forma simultânea nos estados do Tocantins e do Maranhão.


A investigação teve início após comunicação formal feita por uma indústria do ramo do agronegócio, com atuação no setor de commodities agrícolas, que relatou a existência de negociações e instrumentos contratuais supostamente firmados em seu nome, mas sem a devida legitimidade, resultando em pagamentos indevidos e prejuízos relevantes.


Conforme investigado, o suposto esquema teria sido estruturado por um ex-representante comercial, de 35 anos, ligado às tratativas com produtores rurais. Também é investigada uma advogada, de 30 anos. Há indícios do uso de documentos com assinaturas contestadas, comunicações eletrônicas simuladas e estratégias de dissimulação patrimonial.


Entre os elementos em investigação está um contrato de compra e venda de soja com indícios de assinatura não reconhecida, além de instrumentos de cessão de crédito que teriam favorecido o desvio de valores. Empresas privadas também aparecem como destinatárias de recursos, incluindo pessoa jurídica com relação direta com investigada. O prejuízo estimado é de aproximadamente R$ 2,5 milhões.


Ainda de acordo com as investigações, foram identificados indícios de aquisição de bens de alto valor, entre eles imóveis e veículos, com possível ocultação ou dissimulação de patrimônio, hipótese associada à apuração de lavagem de dinheiro.


No âmbito da investigação, também foram representadas medidas cautelares como mandados de busca e apreensão, restrição de veículos e bloqueio de imóveis. Em Palmas, as diligências ocorreram em endereço vinculado aos investigados, ocasião em que foi apreendida uma caminhonete avaliada em cerca de R$ 260 mil. Já em Balsas, no Maranhão, a equipe cumpriu mandado em local relacionado a empresa citada na investigação, onde foram apreendidos objetos de interesse e um veículo de menor porte.


O delegado responsável pelas investigações, Wanderson Chaves de Queiroz, informou que os documentos e aparelhos eletrônicos apreendidos passarão por perícia técnica. “O material será analisado para identificar a origem e o destino dos recursos, bem como esclarecer a participação de cada investigado na estrutura financeira apurada. As investigações prosseguem e, após a conclusão das perícias e demais diligências, o inquérito será finalizado e encaminhado ao Poder Judiciário”, afirma.



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