Criada em 21/03/2019 às 18h09 | Agronegócio

PIB do Agronegócio tem variação negativa de 0,01% em 2018 ante 2017, diz Cepea; resultado da elevação de custos na produção

O levantamento feito pelos pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq)  em parceria com a Confederação da Agricultura aponta recuo de 0,01% no PIB do Agronegócio em 2018, provocado pela elevação dos custos na produção.

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Houve também incremento nos custos de produção, sobretudo de fertilizantes e diesel. (Foto Cairo Lustoza)

O Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq) informou que o Produto Interno Bruto (PIB) do Agronegócio do Brasil fechou o ano passado praticamente estável, com recuo de 0,01% na comparação com 2017. O resultado é fruto de uma pesquisa do Cepea em parceria com a CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil). Apenas em dezembro de 2018, houve queda de 0,10% ante igual mês do ano anterior.

Pesquisadores do Cepea apontam que houve em 2018 elevação dos custos da produção nos segmentos primários agrícola e pecuário, com demanda fraca em diversos segmentos e atividades na pecuária, diz o centro em comunicado.

A nota afirma ainda que, apesar da recuperação dos preços agrícolas ao longo de 2018 e da alta na produção, houve também incremento nos custos de produção, sobretudo de fertilizantes e diesel, o que manteve o segmento em baixa no que se refere à renda. "Já a agroindústria teve resultado satisfatório na média do segmento, com destaque para os bons desempenhos das atividades de biocombustíveis, celulose e papel e óleos vegetais."

No setor pecuário, a demanda interna "enfraquecida" e a restrição de importantes mercados externos para a carne brasileira influenciaram os preços com maior intensidade ao longo do ano. Mas a competitividade da proteína brasileira no mercado externo surtiu efeitos favoráveis para as exportações de carne desde setembro, sobretudo para novos nichos de mercado, o que ajudou a sustentar os preços e na recuperação da indústria do abate. "No acumulado, porém, o ano fechou com resultado negativo", diz o Cepea. "O segmento primário do ramo pecuário também sofreu impactos do incremento de custos de produção, com destaque para a elevação do preço do milho no período", completa a instituição. (Por Estadão Conteúdo)

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