Criada em 01/07/2020 às 10h45 | Mercado

Frigoríficos cobram medidas para aumentar rebanho bovino e equiparação de alíquota de imposto com Estados vizinhos

Segundo o Sindicarnes, este ano foram perdidas 560 vagas de trabalho porque as plantas estão operando abaixo da capacidade, ocasionada pela falta de matéria-prima na região. Entidade cobrou maior rigor no monitoramento das divisas para evitar a saída do rebanho tocantinense.

Imagem

Representantes de frigoríficos do Tocantins se reuniram com integrantes do governo do Estado. Na pauta do encontro, entre outros temas, duas das principais reivindicações da categoria: políticas públicas para aumentar o rebanho bovino do Estado e equiparação de alíquotas de imposto com Estados vizinhos.

Conforme material de divulgação distribuído à imprensa pela Secretaria da Indústria, Comércio e Serviço do Estado, o presidente do Sindicato das Indústrias Frigoríficas de Carnes Bovinas, Suínas, Aves, Peixes e Derivados do Estado do Tocantins – Sindicarnes, Gilson Cabral, colocou que o setor é um dos que mais empregam no estado. O Tocantins conta com uma capacidade instalada para abater em torno de 2 milhões de cabeças por ano e gerar 10 mil empregos diretos, e outros 50 mil indiretos.

Ainda conforme a assessoria de imprensa da secretaria, os pecuaristas pediram medidas do Governo do Estado para aumentar o rebanho no Estado, tendo em vista que a baixa oferta de boi vem refletindo nas operações das plantas frigoríficas. Segundo o Sindicarnes, este ano foram perdidas 560 vagas porque as plantas estão operando abaixo da capacidade, ocasionada pela falta de matéria-prima na região.

Também de acordo com a secretaria, Gilson Cabral reiterou que a medida adotada pelo Governo do Estado no ano passado de aumentar a carga tributária da saída interestadual do bovino foi importante, mas os reflexos serão sentidos a médio prazo.

Os pecuaristas também pediram a equiparação da alíquota com os estados circunvizinhos para tornar a carne industrializada no Tocantins mais competitiva no mercado nacional. Os representantes das indústrias frigoríficas reivindicaram ainda maior rigor no monitoramento das divisas para evitar a saída do rebanho tocantinense, informou o governo estadual.

A REUNIÃO

Intermediada pelo secretário da Indústria, Comércio e Serviço, Tom Lyra, representantes das indústrias frigoríficas de carne instaladas no Tocantins participaram nessa terça-feira, 30, de uma reunião com o secretário da Fazenda e do Planejamento (Sefaz), Sandro Henrique Armando, na sede da Sefaz, para discutir medidas para aumentar a competividade do setor no mercado nacional.

A reunião, acompanhada pelo secretário da Agricultura, Pecuária e Aquicultura, Thiago Dourado, contou com a presença do Presidente do Sindicato das Indústrias Frigoríficas de Carnes Bovinas, Suínas, Aves, Peixes e Derivados do Estado do Tocantins – Sindicarnes, Oswaldo Stival e do presidente executivo , Gilson Cabral, diretor da unidade de beneficiamento da Plena Alimentos, Wesley Lopes, representante da JBS, João Henrique, e técnicos do governo.

A ALÍQUOTA

Sobre a mudança de alíquota, o secretário da Fazenda e do Planejamento se colocou à disposição para voltar a discutir o assunto e encontrar uma proposta que seja interessante para ambos os lados, tanto do governo, como da indústria. “Temos que alinhar uma situação que não haja perda de arrecadação, e por outro lado, não coloque os pecuaristas em dificuldades”, afirmou.

Sobre a saída do gado irregularmente, Sandro Armando informou que o estado vem adotando medidas para evitar esta situação e que está lançando um sistema de georeferenciamento para ajudar a reforçar a fiscalização nas divisas.

Ao final, Sandro Henrique destacou a preocupação do governador Mauro Carlesse em aumentar a competitividades das indústrias instaladas no estado. “A gente sabe o quanto este setor é importante para a economia do nosso estado”, acrescentou. Novas reuniões ficaram agendadas para o próximo mês para alinhar melhor as propostas apresentadas.
O secretário Tom Lyra avaliou como muito importante a participação do secretário da Fazenda e Planejamento, demonstrando que estado está disposto ao diálogo com este segmento tão importante para a economia do Tocantins. “Estou muito feliz e isto demonstra que o governador Mauro Carlesse está aberto ao diálogo com este setor, fundamental na geração de emprego e renda no estado”, afirmou. (Com informações da assessoria de comunicação da Secretaria da Indústria, Comércio e Serviço do Estado)

VEJA TAMBÉM 

Reajuste do ICMS dos frigoríficos vai estourar no produtor e no consumidor, diz presidente do Sindicato Rural de Araguaína

AGROVERDADES: CLIQUE AQUI E ASSISTA O FÓRUM DO AGRONEGÓCIO DO TOCANTINS, EM ARAGUAÍNA

Aumento da alíquota do ICMS para frigoríficos transformará carne do Tocantins na mais cara do Brasil, aponta especialista

Cadeia produtiva da carne gera mais de 315 mil empregos e faz circular R$ 7 bilhões por ano em todos segmentos do comércio

Pecuaristas pedem adiamento por 150 dias do início da vigência do reajuste de alíquota do ICMS dos frigoríficos do Tocantins

Reajuste do ICMS para frigoríficos do Estado do Tocantins vai impactar o produtor, afirma pecuarista da região de Araguaína

“Cadeia da carne não se nega a pagar imposto, mas governo não pode virar monstro devorador de indústria”, afirma diretor do SRA

Revogação de benefícios a frigoríficos gera “alto custo” ao setor, impacta no abastecimento e formação de preço, diz juiz

Sem acordo: Governo propõe alíquota de 4,5%, mas frigoríficos querem 1,8%; comissão será criada para estudar o tema 

 



 CLIQUE NOS LINKS ABAIXO E SAIBA MAIS SOBRE O TEMA 

Fator coronavírus: SRA reforça pedido de diálogo com governo e defende redução de impostos para baratear preço da carne

Fieto pede ao governo do Estado suspensão de aumento de ICMS para frigoríficos do Tocantins

Reajuste do ICMS dos frigoríficos pode gerar “fantasma do desemprego”, alta do preço da carne e desabastecimento, diz SRA

CLIQUE AQUI E VEJA A CÓPIA DO COMUNICADO ENVIADO PELO SRA À ASSEMBLEIA LEGISLATIVA

VEJA NESTE LINK A CÓPIA DA SOLICITAÇÃO DA FAET AO GOVERNO DO TOCANTINS

Produtor pagará a conta, afirma vice-presidente do Sindicato Rural de Araguaína sobre aumento do ICMS para frigoríficos

Pecuaristas pedem adiamento por 120 dias do início da vigência do reajuste de alíquota do ICMS dos frigoríficos do Tocantins

Tags:

Comentários


Deixe um comentário

Redes Sociais
2020 Norte Agropecuário