Criada em 20/03/2019 às 17h35 | Agronegócio

Plano Safra: Frente Parlamentar Agropecuária reivindica ao Mapa verba de R$ 32 bilhões para programa da agricultura familiar

O documento com as reivindicações foi entregue pelo presidente da Frente Parlamentar deputado Alceu Moreira ao secretário de Agricultura Familiar do Mapa, Fernando Schwanke que afirmou que as reivindicações se somarão as demais propostas.

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Documento ainda reivindica desburocratização e flexibilização de fluxo para contratação de crédito fundiário. (Foto Divulgação Web)

O secretário de Agricultura Familiar e Cooperativismo do Mapa, Fernando Schwanke, recebeu nesta terça-feira (19) documento com reivindicações da FPA (Frente Parlamentar de Agropecuária) para o Plano Safra 2019/2020. Entre as demandas, a manutenção do cultivo do tabaco nas linhas financiáveis do Crédito Rural, investimentos no setor pecuário leiteiro para a modernização de equipamentos e instalações, ampliação de R$ 31 bilhões para R$ 32 bilhões da verba destinada ao Pronaf (Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar), aumento do teto para financiamento de investimento de R$ 165 mil para R$ 300 mil, além de desburocratização e flexibilização de fluxo para contratação de crédito fundiário.

Fernando Schwanke recebeu a pauta das mãos do presidente do colegiado, deputado Alceu Moreira, e ressaltou que os pleitos irão se somar às propostas que a Secretaria vai apresentar ao Plano Safra. “Continuamos na fase de ouvir as demandas apresentadas pela sociedade civil, profissionais da área e parlamentares, para elaborar um documento completo que será entregue à ministra Tereza Cristina e à Secretaria de Política Agrícola, órgão responsável por centralizar o debate. Estamos de portas abertas para receber sugestões que possibilitem a construção de um plano mais próximo da realidade e dentro das necessidades do setor”.

Em debate com os integrantes do colegiado, o secretário aproveitou para destacar que vai trabalhar ações específicas ao médio produtor. “Pequenos e grandes tiveram políticas de incentivo, mas o médio produtor rural ficou à margem e isso fez com que ele hoje seja o que menos produz no país. O valor bruto da produção da agropecuária brasileira pode crescer de 12% a 18%, isso significa de R$ 35 bilhões a R$ 60 bilhões por ano, se colocarmos esse produtor novamente na competitividade”, disse Schwanke.

Para o deputado Alceu Moreira, o Plano Safra é um instrumento do Governo fundamental para o amparo e o desenvolvimento dos agricultores familiares, que necessitam de apoio ao crédito, à regularização fundiária, além de garantia jurídica, segurança à safra e demais mecanismos que assegurem a renda do produtor. Para elaboração do material, a FPA ouviu a Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária (CNA) e entidades do setor agropecuário.

No último mês, a Secretaria de Agricultura Familiar também recebeu pautas de reivindicações da Confederação Nacional dos Trabalhadores Rurais, Agricultores e Agriculturas Familiares (Contag) e da Federação dos Trabalhados da Agricultura do Rio Grande do Sul (Fetag).

Acesse o documento com reivindicações da FPA. (Do Mapa) 

 

 

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