Criada em 12/05/2017 às 15h03 | Agronegócio

Embrapa apresenta abacaxi BRS Imperial e novas tecnologias de cultivo e manejo de mandioca na Agrotins 2017

A Embrapa está presente na Agrotins divulgando o abacaxizeiro BRS Imperial, a técnica de multiplicação rápida da mandioca e a “Rede de multiplicação e transferência de materiais propagativos de mandioca com qualidade genética e fitossanitária” (Reniva).

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Resultante do cruzamento entre as cultivares Perolera e Smooth Cayenne, o abacaxi BRS Imperial não possui espinhos nas folhas e tem excelente sabor. (Foto: Davi Theodoro Junghans / Embrapa)

Léa Cunha
DE PALMAS

A Embrapa Mandioca e Fruticultura (Cruz das Almas, BA), Unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária – Embrapa, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, participa da Feira de Tecnologia Agropecuária do Tocantins (Agrotins 2017), divulgando o abacaxizeiro BRS Imperial, a técnica de multiplicação rápida da mandioca e a “Rede de multiplicação e transferência de materiais propagativos de mandioca com qualidade genética e fitossanitária” (Reniva).

TECNOLOGIAS

A cultura do abacaxi é atacada por diversas doenças, sendo a principal delas a fusariose, causada pelo fungo Fusarium guttiforme, que pode levar a perdas superiores a 80% na produção de frutos. A fusariose tem sido responsável pelo declínio da abacaxicultura em diversas regiões produtoras do país.

Resultante do cruzamento entre as cultivares Perolera e Smooth Cayenne, realizado na Embrapa Mandioca e Fruticultura, o abacaxi BRS Imperial não possui espinhos nas folhas, produz frutos menores que os da variedade tradicional Pérola, com casca espessa, polpa firme, de cor amarelo intenso, elevado teor de açúcares e excelente sabor. Seu teor de ácido ascórbico (vitamina C) também é alto e o fruto apresenta ainda maior resistência ao escurecimento interno. Com essas características, o BRS Imperial atende ao novo padrão familiar brasileiro e também à exportação. E, por ser resistente à fusariose, demanda menor uso de agrotóxicos.

A baixa taxa de multiplicação da mandioca é um dos obstáculos à sua propagação em larga escala. De cada planta de mandioca, obtêm-se de cinco a dez manivas de 20 cm de comprimento, em um período médio de 12 meses, o que equivale à taxa de propagação de 1:5 a 1:10.

Um método simples e barato para aumentar a taxa de multiplicação da mandioca é a multiplicação rápida. Consiste em cortar as hastes da planta em pedaços com duas ou três gemas e plantá-los em canteiros cobertos com plástico transparente, para reter o calor do sol. Esses canteiros são regados frequentemente, e, assim, a umidade e a temperatura elevadas induzem o brotamento das manivas. Ao atingir o tamanho de 10 a 15 cm, os brotos são cortados e postos em água, para enraizar. Por sua vez, as manivas de duas ou três gemas voltam a brotar. Dessa forma, aumenta-se consideravelmente a taxa de multiplicação da cultura.

A “Rede de multiplicação e transferência de materiais propagativos de mandioca com qualidade genética e fitossanitária” é uma estratégia para promover efetivo ganho de qualidade e produtividade no sistema de produção da mandioca, ao promover maior sustentabilidade e competitividade para esta cultura e disponibilizar manivas em quantidade suficiente e nos períodos de maiores demandas, em função das melhores épocas de plantio. A ideia nasceu a partir do trabalho da equipe de transferência de tecnologia da Embrapa para preencher importante lacuna relacionada à falta de material propagativo de mandioca (manivas) para o sustento dessa atividade geradora de alimento e renda da agricultura familiar brasileira. (Da Embrapa Mandioca e Fruticultura)

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