Criada em 25/03/2019 às 14h34 | Segurança

Cães reforçam a fiscalização agropecuária em aeroportos de SP e do RJ; inciativa do Mapa deve contemplar fronteiras

Para evitar a entrada de pragas e doenças, que podem vir dentro das bagagens que contêm alimentos de origem animal ou vegetal, aeroportos de Guarulhos (SPS) e do Galeão (RJ) passarão a contar com cães farejadores.  Serviço será estendido também para as fronteiras do Norte do país.

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Os cães Léo, do Vigiagro no aeroporto internacional JK, além da Meg, Vamp e Frida, junto aos audiotores fiscais. (Foto Noaldo Santos Mapa)

Até o fim do ano os aeroportos de Guarulhos (SP) e do Galeão (RJ) irão contar definitivamente com o trabalho de cães farejadores, para evitar a entrada de pragas e doenças, que podem vir dentro das bagagens que contêm alimentos de origem animal ou vegetal. Está prevista também a utilização dos animais na Região Norte do país, nas fronteiras de Roraima (RR) ou no aeroporto de Belém (PA).

O reforço na fiscalização será feito por Vamp, Frida e Meg. Elas são as novas integrantes das Equipes K9 do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), e estão em treinamento no Centro Nacional de Cães de Detecção (CNCD) do ministério. Serão levadas para os aeroportos do Rio e de São Paulo assim que tiverem bem treinadas e prontas para o serviço.

Vamp e Frida, ambas da raça pastor belga malinois, chegaram no início de fevereiro. Meg, a golden retriever, chegou no início deste mês. Todas deverão estar prontas para a ação em aproximadamente três meses.

O trio foi adquirido no final do ano passado no canil Caraíbas, de Goiânia. “Nós temos ainda mais sete cães para receber desse criatório: três a partir do segundo semestre e o restante no ano que vem”, explica o chefe do CNCD, Ângelo de Queiroz Maurício.

“Nós estamos muito felizes com a chegada dos novos cães, pois conseguimos mais que dobrar o plantel canino que tínhamos. Agora, em Brasília, são quatro cães: Léo, do Vigiagro no aeroporto internacional JK, além da Meg, Vamp e Frida”, disse Maurício.

“Estamos com a lotação máxima no Centro Nacional de Cães. Está ficando pequeno o espaço do CNCD, junto à Base Aérea de Brasília. A próxima meta será a construção dos canis do Centro em novo local, em área especial no campus do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet)”, adianta Ângelo de Queiroz.

Ao descrever o comportamento dos novos cães o servidor diz que “Frida é muito especial, pois é focada, muito interessada nas atividades e com um drive muito alto (instinto natural de presa ou impulso de caça, canalizado para a realização de uma atividade)”. Essa é uma característica que o cão tem naturalmente, faz parte do seu instinto de encontrar e perseguir algo que o interessa. “A Vamp e a Frida têm as mesmas características. Já a Meg é muito doce, tranquila, atenta, com aptidão para atividades relacionadas ao público, faro em ambientes com alto trânsito de pessoas e de outros animais”.

Os cães do Centro têm um manejo cuidadoso, que passa por higiene adequada, alimentação balanceada e controle das medicações. O treinamento é feito diariamente de manhã e no período da tarde. “Os treinamentos individuais são de curta duração, mas intensos”, explica o auditor fiscal.

A Instrução Normativa 74/2018 do Mapa regulamenta o emprego de cães de detecção de odores (farejadores) nos procedimentos do Sistema de Vigilância Agropecuária Internacional (Vigiagro).

A versatilidade desses animais é grande, pois são capazes de vistoriar também correspondência, cargas, veículos e embarcações. O cão pode trabalhar ao longo do dia, com pequenos intervalos, reconhecendo cerca de 80 tipos de cheiros diferentes, com grau de acerto superior a 97%. (Do Mapa)

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