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Artigo: IA ajuda agro a ser mais inovador. E esse movimento está acelerando.

De acordo com artigo, inteligência artificial já economiza horas de trabalho e acelera pesquisas e processos de inovação no setor de biológicos.

Publicado em:

11/08/2026 - 09:46


Por Jonas Hipólito e Cleverson Mickosz


Drones, satélites, sensoriamento remoto, rastreabilidade. O agronegócio aprendeu a usar a inteligência artificial para analisar melhor o campo. Mas há outro lado da equação, tão ou mais transformador, que ainda recebe pouca atenção: a IA como apoio ao aumento de produtividade e nos processos que sustentam a inovação antes de ela chegar ao produtor. Nesse campo, a tecnologia também está tomando novas proporções.


Verificamos isso na prática ao avaliar os processos que mais consomem tempo de diferentes times. Começamos pelos melhores projetos e passamos a implementar IA de forma estrutural em diversas áreas, tendo como objetivo reduzir o tempo dedicado a tarefas repetitivas e ampliar a disponibilidade das pessoas para frentes mais analíticas e estratégicas.


A premissa é que um especialista que passa parte do dia gerenciando documentação deixa de se desenvolver e utilizar seu tempo no que realmente gera valor.


A IA também já funciona como uma segunda camada de conferência em processos da área técnica, assuntos regulatórios, jurídico, controladoria e diversas outras áreas. Ela revisa, encontra inconsistências e reduz riscos antes que virem problema, liberando os especialistas para pensar, não apenas executar.


Ou seja, a inteligência artificial não substitui as pessoas: eleva o nível em que cada profissional opera. Já temos dados internos sobre a prática: em um mês, a ferramenta economizou 350 horas, redirecionadas para atividades de maior valor, e constatou-se retorno 15 vezes superior ao seu custo. Os números ajudam a dimensionar o ganho, mas o principal está no destino dado a essas horas. Na prática, esse tempo pode ser redirecionado para atividades ligadas à inovação, à pesquisa e à melhoria de processos. Cada hora devolvida a um pesquisador vai para a descoberta do que ainda não existe. Em se tratando de biológicos há uma imensidão adiante.


A IA está contribuindo para a evolução científica no campo. Desenvolvemos uma inteligência artificial proprietária que foi integrada à nossa ferramenta de análises metagenômicas de solo, que se apoia em uma ampla base de dados de solos tropicais, construída ao longo de anos de pesquisa e experimentação em campo, no ambiente mais relevante da agricultura global.


Nessa frente, ela acelera a descoberta de microrganismos e tecnologias, identifica padrões fora do alcance da análise humana em escala e conecta o que já sabemos com o que ainda precisa ser descoberto. No desenvolvimento biológico, a capacidade de formular hipóteses com mais agilidade e validá-las com rigor impulsiona a inovação.


Assim, mais do que apoiar a análise científica, a IA ajuda a viabilizar novas soluções, acelera processos e fortalece o trabalho das equipes em diferentes frentes. Esse uso também ajuda a organizar o conhecimento, cruzar informações e intensificar a geração de insights, trazendo um ciclo contínuo de aprendizado e inovação.


Olhando para o futuro, em um setor como o de biológicos, esse apoio tecnológico contribuirá para que a indústria entregue resultados cada vez mais consistentes, eficientes e alinhados à complexidade do negócio, com reflexos no desenvolvimento de soluções que apoiam a produtividade e a rentabilidade do produtor rural. É a IA a serviço da cadeia de produção de alimentos, fibras e energia.


*Jonas Hipólito, cofundador e presidente, e Cleverson Mickosz, gerente de TI da Biotrop


(Da Texto Assessoria)



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