Criada em 13/09/2018 às 17h43 | Agricultura

Uso correto de tecnologias favorece a qualidade da aplicação de fertilizantes, defende engenheiro agrônomo da Esalq\USP

O tema foi abordado pelo engenheiro agrônomo Leandro Gimenez, da Esalq/USP, durante palestra ministrada no XXXII Congresso Nacional de Milho e Sorgo, em Lavras, MG. O pesquisador ressaltou quais os pontos que devem ser colocados em maior atenção, para se ter uma boa qualidade de aplicação.

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Sandra Brito
DE LAVRAS (MG)

“Novas Tecnologias para melhorar a qualidade da aplicação de corretivos e fertilizantes” foi o tema ministrado pelo engenheiro agrônomo Leandro Maria Gimenez, professor da Escola Superior de Agricutura Luiz de Queiroz (Esalq/USP), nesta quarta-feira, 12 de setembro, durante o XXXII Congresso Nacional de Milho e Sorgo, em Lavras, MG.

O objetivo da palestra foi contextualizar a aplicação de fertilizantes, ressaltando quais são os pontos que devem ser colocados em maior atenção, para se ter uma boa qualidade de aplicação.

“Basicamente, hoje, o tipo de equipamento que é utilizado para muitas aplicações é muito sensível à qualidade do fertilizante e às condições do ambiente. Assim, é muito importante que o agricultor que utiliza esses equipamentos coloque atenção nesses aspectos”, pontuou Gimenez.

Segundo ele, os distribuidores centrífugos, nome técnico dos equipamentos, lançam o produto a grandes distâncias. “Esses distribuidores têm o que chamamos de faixa de aplicação indeterminada. Para conhecer a faixa de aplicação e saber se está ficando bem-feita, a contento, é necessário fazer mensurações, continuamente, em campo. Principalmente, quando o agricultor se depara com um fertilizante que tem uma granulometria muito dispersa, desde grânulos muito pequenos até grânulos muito grandes. Pois há uma sensibilidade neles, que não permite fazer uma boa aplicação. Ocorre o que a gente chama de segregação. Principalmente, quando os grânulos se misturam. Isto é comum em algumas aplicações, quando o agricultor quer aplicar dois ou mais nutrientes em um produto só” explicou.

Gimenez ressaltou que isso pode ser mensurado apenas em campo. “Após o equipamento arremessar o produto é que poderá ser visto como foi depositado no solo. O agricultor tem que ter uma atenção muito especial nesta fase de ajuste do equipamento”, disse o professor.

“É particularmente desafiador, porque esses equipamentos permitem uma boa capacidade operacional. Eles conseguem arremessar o produto em larguras grandes. Então, por isso, são muito utilizados. E a gente sabe que o agricultor, quase sempre, está constrangido, em termos de tempo, e tenta ganhar em capacidade operacional, usando larguras de aplicação muito grandes. E, quando são feitas essas larguras maiores, usualmente, a qualidade de aplicação e de distribuição é prejudicada”, relatou.

Para ter boa qualidade de aplicação, normalmente, é necessário, além de ajustar o equipamento, reduzir a distância entre passadas na lavoura. Porém, neste aspecto, o agricultor se depara com outro problema, por causa de outras máquinas que ele utiliza no campo.

“Um pulverizador de 30 ou 36 metros de barra deixa um rastro na lavoura. Nas operações de aplicação em cobertura, quando a gente vai utilizar o distribuidor de fertilizantes, é interessante utilizar o mesmo rastro. Mas, pode ser que, em função das características do fertilizante, o equipamento não consiga arremessar o produto para uma faixa de 36 metros. Nesses casos vão aparecer faixas na lavoura, se ele não der passadas intercaladas mais próximas”, explicou Gimenez.

Uma das alternativas para lidar com este fato, sugerida por Gimenez, é começar a pensar em adubação de sistema, para que o agricultor tenha maior flexibilidade no momento de fazer a aplicação e para que esta questão de largura não seja definida pelo rastro de alguma outra máquina.

“Outra opção é pensar em utilizar fertilizantes que tenham uma granulometria mais bem definida, com grânulos maiores, pois esses fertilizantes conseguem ser arremessados em distâncias maiores. E, também, procurar evitar trabalhar em condições que tenham muito vento. É uma série de fatores que podem ser ressaltados, mas o fundamental é como o produto está sendo depositado na lavoura”, disse. (Da Embrapa Milho e Sorgo)

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