Criada em 04/12/2017 às 21h10 | Agronegócio

Proibição de ractopamina no Tocantins reforça ao mercado exterior que nossa carne tem qualidade, diz presidente da Adapec

Lei publicada no Diário Oficial do Estado nessa semana proíbe comercialização, distribuição e utilização da substância agonista beta-adrenérgico conhecido como ractopamina.

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Substância é utilizada como aditivo alimentar para obter suínos com menos gordura, com ganho de peso muscular de forma mais eficiente, ou seja, o animal produz mais carne magra com diminuição considerável da gordura (foto: Agência Brasil)

Welcton de Oliveira
DE PALMAS

A comercialização, distribuição e utilização da substância agonista beta-adrenérgico conhecido como Ractopamina está proibida no Tocantins, conforme a Lei 3.301, publicada no Diário Oficial do Estado (DOE), ontem. A medida adotada visa prevenir o uso do produto em animais, uma vez que ele tem sido causa de embargos comerciais à carne brasileira, por parte de alguns países, como aconteceu recentemente com a Rússia.

De acordo com a Lei, fica proibida também a venda internacional de animais localizados no Tocantins que, adquiridos em outros estados da federação tenham consumido o fármaco.

A fiscalização da entrada e o uso da Ractopamina no estado, será feita pela Agência de Defesa Agropecuária (Adapec), que deverá ser responsável pela apreensão dos produtos encontrados; cancelamento do registro do estabelecimento infrator que comercializar o produto; a realização de testes em animais suspeitos e a interdição da propriedade em que se constate o uso da substância.

“Esta medida adotada pelo governo do estado é uma ação preventiva para demonstrar à comunidade internacional que a nossa carne é produzida com qualidade”, disse o presidente da Adapec, Humberto Camelo.

A substância é proibida para bovinos pelo Ministério da Agricultura há 5 anos, porém, é liberada para uso em suínos.

A ractopamina é classificada como um broncodilatador beta-agonista. Não é hormônio nem antibiótico. Geralmente é utilizada como aditivo alimentar para obter suínos com menos gordura, com ganho de peso muscular de forma mais eficiente, ou seja, o animal produz mais carne magra com diminuição considerável da gordura. (Da Adapec)

Humberto Camelo: “Esta medida adotada pelo governo do estado é uma ação preventiva para demonstrar à comunidade internacional que a nossa carne é produzida com qualidade” (foto: SecomTO/Arquivo)

Humberto Camelo: “Esta medida adotada pelo governo do estado é uma ação preventiva para demonstrar à comunidade internacional que a nossa carne é produzida com qualidade” (foto: SecomTO/Arquivo)

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