Criada em 11/06/2018 às 15h36 | Pecuária

Tocantins e mais oito estados discutem a retirada da vacinação contra a febre aftosa; Brasil quer alcançar esse status até 2023

Entre os dias 12 e 14 de junho, representantes dos estados do Tocantins, Bahia, Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Sergipe e o Distrito Federal, discutem a retirada da vacinação contra a febre aftosa.

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O Tocantins ocupa o 11º lugar no ranking nacional com 8,7 milhões de bovídeos (bovinos e bubalinos) e está há 21 anos sem foco da doença. (Foto Arquivo Embrapa)

Dinalva Martins
DE PALMAS (TO)

O Tocantins, por meio da Agência de Defesa Agropecuária (Adapec) participará da 1ª Reunião do Bloco IV PNEFA 2017-2026, que faz parte, para discutir a execução das ações previstas no Plano Estratégico do Programa Nacional de Erradicação da Febre Aftosa (PNEFA), visando à retirada da vacinação contra a doença. O evento, que é uma organização do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), será realizado entre os dias 12 e 14 de junho, em Vitória (ES). Juntamente com o Tocantins, no bloco IV, estão os estados da Bahia, Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Sergipe e o Distrito Federal.

O Estado ocupa o 11º lugar no ranking nacional com 8,7 milhões de bovídeos (bovinos e bubalinos) e está há 21 anos sem foco da doença. “O encontro específico do bloco IV é uma grande oportunidade de discutirmos as ações que estão sendo feitas e as próximas que servirão para efetivarmos, até 2021, a suspensão da vacinação contra a enfermidade”, avalia o presidente da Adapec, Alberto Mendes da Rocha, acrescentando que: “Já estamos revisando nossas atividades, adequando e cumprindo às exigências para que tenhamos êxito nesse caminho que todo o Brasil está trilhando”, ressalta.

Durante a reunião, o diretor de defesa, inspeção e sanidade animal da Adapec, Francisco Ramos, apresentará a atuação do Sistema de Defesa Agropecuária tocantinense, que já tem colocado em prática várias estratégias exigidas: o recadastramento de propriedades rurais, intensificação e controle de trânsito animal nas barreiras fixas e móveis, manutenção de altos índices vacinais, controle de estoque de vacinas, mais agilidade no atendimento a notificação de doenças vesiculares, entre outros. “Sabemos que precisamos avançar mais, por isso, queremos ouvir os representantes de outros estados para trocarmos conhecimentos e melhorarmos ainda mais o nosso trabalho”, disse.

De acordo com o Ministério da Agricultura, a partir de maio de 2019, o Acre e Rondônia, além de municípios do Amazonas e Mato Grosso, iniciam a suspensão da vacinação. A previsão é que os produtores parem de vacinar o rebanho após maio de 2021, e o País inteiro seja reconhecido pela OIE como País livre de aftosa sem vacinação até maio de 2023. (Da Adapec)

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