Criada em 10/04/2018 às 09h31 | Agronegócio

Usado na alimentação animal, sorgo é alternativa de agricultores do Estado do Tocantins na produção de biocombustíveis

O sorgo sacarino, que tem suas características semelhantes a cana-de-açúcar, com colmos suculentos, altos teores de açúcares fermentescíveis, podendo ser aproveitado tanto o caldo, quanto o bagaço para a produção do etanol, e o sorgo biomassa, com aproveitamento da planta inteira.

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Resultado do trabalho pode ser comprovado pelos produtores rurais na unidade experimental do Ruraltins na Agrotins (foto: Lúcia Brito\Ruraltins)

O sorgo é uma cultura que tem varias aplicações, sendo muito utilizado na alimentação animal, na forma de grãos ou como silagem. Porém, estudos mostram que por meio de programas de melhoramento genético, o sorgo pode ser uma alternativa para a produção de biocombustível.

Nesse contexto, o Instituto de Desenvolvimento Rural do Tocantins (Ruraltins) em parceria com programa de Mestrado em Agroenergia da Universidade Federal do Tocantins (UFT), como também a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e empresas privadas desenvolvem trabalhos de pesquisa para avaliar o potencial de cultivares de sorgo melhorado visando à produção de energia.

De acordo com o extensionista do Ruraltins, Hélio Sousa, duas cultivares testadas vem se despontando para atender a essa finalidade: o sorgo sacarino, que tem suas características semelhantes a cana-de-açúcar, com colmos suculentos, altos teores de açúcares fermentescíveis, podendo ser aproveitado tanto o caldo, quanto o bagaço para a produção do etanol, e o sorgo biomassa, com aproveitamento da planta inteira na produção de energia. Planta essa que pode atingir até seis metros de altura.

“Essa produção de energia já é fato, pois as destilarias de álcool colocaram dentro de suas estruturas uma usina de bioeletricidade, que é a produção de energia gerada a partir da queima da biomassa. Então, o sorgo entra nesse mercado, no período de entressafra da cana-de-açúcar, como uma alternativa de matéria prima para a produção do etanol, pois é uma cultura de ciclo rápido, de 100 a 150 dias, com alta produtividade que varia de 100 a 150 toneladas por hectare, tudo dentro daquilo que o agricultor pode fazer. Além disso, o sorgo pode ser utilizado, em substituição a madeira, com queima direta para aquecimento de fornos e caldeiras de empreendimentos como cerâmica, laticínios, frigoríficos e esmagadora de soja”, avalia o extensionista.

Segundo ainda, o extensionista, o resultado desse trabalho pode ser comprovado pelos produtores rurais na unidade experimental, implantada no Centro Agrotecnológico de Palmas, onde acontecerá de 8 a 12 de maio, a Agrotins.

“O que vamos mostrar é mais uma alternativa de renda para o produtor, que em vez de produzir o sorgo somente para a alimentação animal, ou somente para a produção de grãos, agora ele tem esse víeis, como forma de fornecer essa matéria prima para a queima em outros tipos de empreendimentos”, finaliza. (Do Ruraltins)

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