Criada em 22/01/2018 às 16h31 | Exportações

Sindicarnes afirma estar esperançoso e atento à articulação do governo federal sobre reabertura do comércio com a Rússia

"Frigoríficos tocantinenses, embora procurem outros mercados, não conseguem exportar na mesma quantidade e valor agregado. O mercado russo tem valor agregado maior do que os mercados em que nós estamos habilitados como Egito e Emirados Árabes”, diz presidente do Sindicarnes,Oswaldo Stival.

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Vânia Machado
DE PALMAS (TO)
Especial para o Norte Agropecuário

A notícia da reabertura do mercado brasileiro pela Rússia deixou esperançoso o presidente do Sindicato das Indústrias Frigoríficas de Carnes Bovinas, Suínas, Aves, Peixes e Derivados do Estado do Tocantins (Sindicarnes), Oswaldo Stival Júnior. “Nós estamos muito esperançosos e contentes com essa notícia, embora não seja garantida oficialmente a reabertura. Vamos aguardar os próximos trinta dias atentos à articulação do Ministério da Agricultura brasileiro junto ao governo russo para que possa ter êxito e garantir a reabertura desse mercado”, disse, em entrevista exclusiva ao Norte Agropecuário.

Segundo ele, a restrição imposta pelo mercado russo trouxe uma queda na exportação tocantinense de aproximadamente 125 mil quilos, o equivalente a R$ 20 milhões.

Confira os principais pontos da entrevista:

Norte Agropecuário – Em novembro a Rússia anunciou suspensão temporária a carne brasileira e isso afetou 59 frigoríficos brasileiros, quatro deles do Tocantins conforme lista divulgada pelo próprio serviço sanitário russo. Essa restrição certamente gerou prejuízo à cadeia da carne tocantinense. Se sim, qual seria o montante em dinheiro? Quanto em toneladas deixaram de ser exportadas?

Oswaldo Stival Júnior – O mercado russo é extremamente importante para o Brasil e, principalmente, para o Tocantins. A Rússia é a maior importadora dos produtos das nossas indústrias em valor agregado e a restrição trouxe uma queda na exportação tocantinense, até a data de hoje, de aproximadamente 125 mil quilos, o que representa queda de quase R$ 20 milhões em faturamento.

Norte Agropecuário – Os frigoríficos tocantinenses encontraram outro mercado para suprir essa perda?

Oswaldo Stival Júnior – Os frigoríficos tocantinenses, embora procure outros mercados, não consegue exportar na mesma quantidade e valor agregado. O mercado russo tem valor agregado maior do que os mercados em que nós estamos habilitados como Egito e Emirados Árabes. Esse é o grande motivo pelo qual não conseguimos suprir essa baixa em valor agregado dentro mercado exportador.

Norte Agropecuário – Qual a expectativa do sindicato frente a essa sinalização de reabertura do mercado russo?

Oswaldo Stival JúniorNós estamos muito esperançosos e contentes com essa notícia, embora não seja garantida oficialmente a reabertura. Vamos aguardar os próximos trinta dias atentos à articulação do Ministério da Agricultura brasileiro junto ao governo russo para que possa ter êxito e garantir a reabertura desse mercado.

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