Criada em 18/04/2017 às 20h39 | Agricultura

Apesar da redução na área plantada, produção de cana-de-açúcar deve crescer 11% no Tocantins, diz relatório da Conab

A expectativa é de que o volume de cana-de-açúcar produzido seja 11% superior à safra passada, atingindo 2.315,2 mil toneladas. A expectativa é de que as lavouras atinjam uma produtividade média de 75.267 kg/ha, 15,4% superior ao obtido na safra 2016/17.

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A safra 2017/2018 de cana-de-açúcar em todo o país é estimada em 647,63 milhões de toneladas, segundo Conab (foto: Leopoldo Peron/Divulgação)

A colheita da cana-de-açúcar ainda está no início no Tocantins e, apesar da área cultiva ter reduzido, a produtividade deve aumentar e compensar essa redução. É o que aponta o levantamento divulgado nesta terça-feira (18) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

Espera-se que a área de cana-de-açúcar a ser colhida em Tocantins nesta safra seja de 30,8 mil hectares, 1,2 mil hectares a menos do que na safra passada, o que representa uma diminuição de cerca de 3,9%. Com o clima mais estável e as chuvas mais regulares, as lavouras se desenvolveram bem. A expectativa é de que as lavouras atinjam uma produtividade média de 75.267 kg/ha, 15,4% superior ao obtido na safra 2016/17.

A expectativa é de que o volume de cana-de-açúcar produzido seja 11% superior à safra passada, atingindo 2.315,2 mil toneladas. Atrelado a essa maior produção, espera-se um ATR também 5,9% maior, dado às melhores condições das lavouras.

Conforme o relatório, o período chuvoso deste ciclo foi bastante favorável ao bom desenvolvimento das lavouras, com a ocorrência de chuvas bem regulares. Houve apenas um veranico leve entre o final de dezembro e início de janeiro, mas que não deve influenciar na produtividade das lavouras de cana-de-açúcar.

NO PAÍS

A safra 2017/2018 de cana-de-açúcar em todo o país é estimada em 647,63 milhões de toneladas, segundo Conab. “Era este o número que a gente imaginava mesmo. Com aumento de produtividade, da mecanização e a redução da queima, a produção de cana ajuda o Brasil a cumprir os compromissos externos na área ambiental”, destaca o diretor do Departamento de Café, Cana-de-Açúcar e Agroenergia do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Sílvio Farnese.

O volume projetado pela Conab para a safra 2017/2018 é 1,5% menor em relação à colheita de 2016/2017, que atingiu 657,18 milhões de toneladas. A retração é resultado da diminuição da área, que passou de 9,05 milhões de hectares na temporada passada para 8,84 milhões de hectares no ciclo atual.

A redução da área, assinala a Conab, não terá impacto expressivo na produção em decorrência da alta de 0,9% na produtividade, que passou de 72,62 para 73,27 toneladas por hectare. A produção de cana para o açúcar deve atingir 38,70 milhões de toneladas – volume semelhante ao da safra anterior, que fechou em 38,69 milhões de toneladas.

PRODUÇÃO DE ETANOL

Já a produção de etanol deve ter redução de 4,9%, passando de 27,81 para 26,45 milhões de toneladas na safra 2017/18. No entanto, a diferença ocorre apenas no etanol hidratado, que vai direto para as bombas de combustível, pois o etanol anidro (misturado com a gasolina) tem público cativo e não apresenta variações na produção.

O levantamento da Conab mostra ainda que o mercado esteve muito favorável à produção de açúcar no ciclo 2016/2017. Tanto que atingiu um patamar que não alcançava há pelo menos três safras, devido à redução da safra na Índia e à abertura de novos mercados na União Europeia. Isso fez com que os produtores brasileiros aumentassem a área colhida na temporada passada, com maior destinação à produção de açúcar em detrimento ao etanol. (Da Redação do Norte Agropecuário, com informações do Mapa)

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