Criada em 04/01/2019 às 19h10 | Agroenergia

Estudo feito por pesquisadores da Embrapa detalha ações para melhorar rendimento e qualidade do óleo de polpa de macaúba

Foram avaliados os efeitos do armazenamento na qualidade do óleo em certas condições em um primeiro ano, após esse período foram realizados testes de protótipos para agrupar o processo durante esse segundo ano e estabelecer um período adequado e que não exceda as normas vigentes.

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O processo resultou em frutos favoráveis, que consequentemente gerou uma melhor qualidade de óleo (foto: Simone Favaro/Embrapa\Divulgação)

Daniela Collares 
DE BRASÍLIA (DF)

Armazenamento e processamento da macaúba - Contribuições para manutenção da qualidade e aumento do rendimento de óleo da polpa - é o tema do Boletim de Pesquisa e Desenvolvimento recentemente publicado pela Embrapa. De autoria dos pesquisadores da Embrapa Agroenergia Simone Fávaro, Alexandre Cardoso, Emerson Schultz e da Embrapa Cerrados, Leo Carson e dos analistas de laboratório, Anna Letícia Pighinelli, Wesley Leal, e dos bolsistas Blenda da Silva e Rennan da Cruz, a publicação traz os resultados dos experimentos conduzidos, na planta-piloto e nos laboratórios da Embrapa Agroenergia, em Brasília.

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Os experimentos foram realizados visando gerar soluções para o armazenamento dos frutos da macaúba a fim de melhorar o rendimento e a qualidade do óleo de polpa dessa palmeira. A ideia principal, explica Simone Fávaro, foi buscar uma maior diversidade nos tipos de óleos vegetais no Brasil e nesse contexto surgiu o interesse de produzir a palmeira, conhecida como macaúba, macaíba ou bocaiúva pelas regiões do país, para a extração do seu óleo. O estudo analisou as etapas de colheita e pós-colheita para traçar estratégias de colheita a fim de aperfeiçoar o rendimento do óleo extraído dos frutos.

O trabalho foi divido em duas etapas. Na primeira etapa foram avaliados os efeitos do armazenamento na qualidade do óleo em certas condições em um primeiro ano, após esse período foram realizados testes de protótipos para agrupar o processo durante esse segundo ano e estabelecer um período adequado e que não exceda as normas vigentes.
“O resultado das duas etapas foi satisfatório”, salienta Fávaro. O processo resultou em frutos favoráveis, que consequentemente gerou uma melhor qualidade de óleo. O procedimento desenvolvido para pós-colheita além de assegurar a boa qualidade dos óleos, promover a melhoria nos frutos ainda aumenta a segurança e facilita o processo mecânico, somando uma boa quantidade de benefícios.

Simone destaca que apesar dos resultados serem preliminares e novas avaliações necessárias e que ainda requer um aprofundamento maior do conhecimento, a ideia mostra-se promissora. (Da Embrapa Agroenergia)

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