Criada em 26/10/2018 às 23h12 | Meio Ambiente

Para SRB, mortes por javalis em Minas comprovam riscos da proibição de manejo; em Palmas, javaporco é abatido após ataque

Além dos riscos para a saúde humana, os javalis ameaçam a estabilidade econômica dos agricultores. No triângulo mineiro foram duas vítimas fatais após ataques dos animais. Em Palmas, na capital do Tocantins, guardas ambientais tiveram de sacrificar javaporco após registro de incidente.

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SRB defende que o manejo da espécie visa controlar a população de javalis, protegendo a fauna e flora, bem com as lavouras afetadas (foto: CNA\Divulgação)

Duas pessoas morreram vítimas de ataques de javalis em Minas Gerais de acordo com a FAEMG (Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais). As vítimas são de Ibiá, no Triângulo Mineiro, e de Brumadinho, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Para a Sociedade Rural Brasileira (SRB), as mortes reafirmam os riscos da aprovação da Lei Estadual 16.784, que proíbe a caça de javalis como forma de manejo no estado de São Paulo.

Além dos relatos envolvendo o confronto físico com os animais, produtores e moradores de zonas rurais são diretamente expostos à ameaça de contaminação por peste suína africana, febre aftosa, entre outras doenças.

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Além dos riscos para a saúde humana, os javalis ameaçam a estabilidade econômica dos agricultores. Em Minas Gerais, os animais destruíram boa parte das plantações de milho e sogo. Segundo a FAEMG, as regiões mais atacadas são o Triângulo Mineiro e o Alto Paranaíba. “ Essa espécie se multiplica de forma exponencial, atacando ainda outros animais silvestres, assoreando nascentes de rios e danificando o solo”, alerta o presidente da SRB, Marcelo Vieira.

A SRB ressalta que a caça é vedada no Brasil por força da Lei Federal de Proteção à Fauna nº 5.197. Entretanto, a mesma lei também prevê o manejo para controle de espécies consideradas nocivas à saúde pública e à agricultura. Com esse argumento, a entidade ingressou com uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF) em julho, defendendo a inconstitucionalidade da lei paulista.

Segundo levantamento feito pela SRB, estima-se que no Estado de São Paulo existam mais de 500 mil animais asselvajados. Em Minas Gerais, onde a FAEMG estima 300 mil, nem mesmo a caça vem sendo o suficiente para controlar a espécie. Para que o problema não se agrave, é necessário cadastrar novos controladores para tentar equilibrar a população de javalis.

A caça, única ferramenta disponível hoje para o manejo, é regulamentada pelo Ministério do Meio Ambiente e pelo Ibama. Nestes casos, o manejo da espécie visa controlar a população de javalis, protegendo a fauna e flora, bem com as lavouras afetadas. A SRB enfatiza que o abate não deve ser feito com armadilhas venenosas ou qualquer método que cause sofrimento ao animal.

EM PALMAS

A equipe da Gerência de Fiscalização da Guarda Metropolitana de Palmas (GMP) encontrou o javaporco que na última semana atacou duas vítimas. O animal híbrido do porco doméstico com Javali, precisou ser abatido por causa da alta periculosidade que o mesmo representava, uma vez que nas últimas 24 horas chegou a atacar duas vítimas.

Segundo o gerente da Guarda Ambiental, Inspetor Carlos Lima, ''o cruzamento do javali com o porco acaba gerando animais perigosos, que podem chegar a 300 quilos, são animais asselvajados, ferozes e territoriais. E como possuem uma visão bastante falha, eles atacam os possíveis inimigos sem qualquer medo e, com seu peso, dentes afiados e longas presas, podem matar um ser humano facilmente”, ressaltou.

O gerente destaca ainda que esse tipo de ação é excepcional e reforça que a população ao notar a presença e a ameaça de animais silvestres, fora do seu habitat natural, pode acionar a Inspetoria Ambiental, através do número 153, para que as equipes possam se dirigir até o local e fazer a captura do animal. (Da SRB e da Secom de Palmas, Tocantins)

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