Criada em 11/09/2018 às 17h35 | Agricultura

Pesquisador da Embrapa afirma que contaminação do milho por micotoxinas é questão de saúde pública e requer mudanças

O pesquisador Rodrigo Veras, que atua na área de Fitopatologia da Embrapa Milho e Sorgo, defende mudanças de práticas para reduzir a contaminação do milho por substâncias tóxicas produzidas por fungos. Ele participou na manhã desta terça, 11, do XXXII Congresso Nacional de Milho e Sorgo.

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O assunto foi abordado pelo pesquisador da Embrapa Milho e Sorgo, Rodrigo Veras. (Foto Guilherme Viana)

Guilherme Viana
DE LAVRAS (MG)

“É necessário reduzir o problema que não está relacionado com o conteúdo agronômico. É uma questão de saúde pública ”. A afirmação, autora do pesquisador Rodrigo Veras da Costa, da Fitopatologia da Embrapa Milho e do Sorgo, traduz uma gravidade da contaminação do milho por micotoxinas, produz as vídulas produzidas por tipos de execução de fungos.

No milho, os fungos podem proliferar de uma fase em que o cereal não é campo, de acordo com as condições de temperatura, umidade e presença de oxigênio. This salute in the harvest, practice males practised the farmers - com o objetivo de atingir a ideal de uma lavagem, economizando tempo e dinheiro nas agriculturas, como levar o cereal a salivar - aumenta ainda mais a ocorrência das micotoxinas.

“A permanência do milho no campo, por meio de operações operacionais, é um grande avanço de fungos. As fumonisinas e as zearalenonas, micotoxinas provenientes de fases de pré-colheita, podem provocar o surgimento de certos tipos de câncer, enfatizando o pesquisador. Além disso, o principal problema de saúde pública, a presença de micotoxinas provocam perdas na produção e na saída de culturas, além de diminuir a folga comercial e a exportação de produtos afetados.

No milho, Rodrigo Veras explica quais são os fatores que causam uma contaminação que está relacionada com a resistência de certas espécies, o clima e as várias espécies, além da incidência de insetos. “O milho Bt, nesse sentido, tem uma importância fundamental quando se reduz os danos causados ​​por insetos. Consequentemente, uma ausência de danos nas espúrias evita a proliferação de fungos nas espagias e o desenvolvimento ainda maior do problema ”, explica.

Controle associa diverse práticas

Em relação às práticas de manejo, o pesquisador elenca cinco pilares para controle do problema: a resistência genética das cultivares; ações culturais bonita; controle químico e uso de cultivares transgênicas; Tem certeza de que plantio e colheita. Em busca da primeira característica - a resistência genética - Rodrigo Veras. “A maioria dos híbridos comerciais ainda são suscetíveis, infelizmente”.

Segundo ele, as dificuldades para se chegar a um material com resistência estão relacionadas à amplitude da base genética do germoplasma e à forte influência do ambiente, entre outros fatores. “As alternativas que temos são a criteriosa identificação de híbridos comerciais para resistência aos principais fungos toxigênicos e às suas micotoxinas”, antecipa o pesquisador. E em relação às práticas agrícolas adequadas, Veras reforça a necessidade de semeadura na época ideal, a adoção de uma baixa densidade de plantas associada à adubação nitrogenada feita de maneira correta, além do controle de insetos.

O tema foi debatido durante o primeiro dia do XXXII Congresso Nacional de Milho e Sorgo, que acontece até a próxima sexta-feira em Lavras-MG. O I Workshop de Micotoxinas: impactos nas cadeias produtivas de milho e sorgo reuniu mais de 250 participantes, entre eles o engenheiro agrônomo Nildo da Silva Lopes, conselheiro da Aprosoja (Associação Brasileira dos Produtores de Soja). “A incidência de grãos contaminados vem aumentando tanto na cultura da soja quanto na do milho. Precisamos de esforços para controlar a problema”, enfatizou. (Da Embrapa Milho e Sorgo)

Serviço

Evento: XXXII Congresso Nacional de Milho e Sorgo

Onde: Universidade Federal de Lavras (Lavras-MG)

Quando: de 10 a 14 de setembro de 2018

Programação: http://www.abms.org.br/cnms/paginas/programacao.php

Inscrições: http://www.abms.org.br/cnms/paginas/tabela_valores.php

Promoção: ABMS (Associação Brasileira de Milho e Sorgo)

Realização: Universidade Federal de Lavras (UFLA) e Embrapa

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