Criada em 30/11/2018 às 07h02 | Política brasileira

Pesquisas da Embrapa transformaram Brasil em um dos principais produtores de alimentos do mundo, diz Blairo Maggi

Titular do Ministério da Agricultura defende recursos adicionais ao orçamento da empresa. Em tom de despedida, ele disse que a Embrapa "deve ser uma empresa que tenha a liberdade de pensamento, que tenha a responsabilidade de fazer as coisas para o futuro”.

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Blairo Maggi: "Desejo uma Embrapa que corresponda ao novo momento que o Brasil, aliás que toda a humanidade vive, nessa direção de conhecimento, de mudanças rápidas, de adaptação urgente" (fotos: Carlos Silva\Mapa\Divulgação)

O ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Blairo Maggi, esteve na Sede da Embrapa, em Brasília-DF, durante o encerramento da II Reunião de Gestores da Empresa em 2018, nesta quinta-feira (29). Em clima de despedida, fez um balanço do que significou o relacionamento que manteve com a Embrapa.

Entre outros assuntos, também comentou sobre a sua preocupação com a imagem e com o reposicionamento do País, principalmente no cenário internacional, assim como sobre a proteção do conhecimento científico desenvolvido pela Embrapa, perante a competitividade do mercado internacional.

“Se o Brasil é hoje um dos principais produtores de alimentos do mundo, foi graças à contribuição da pesquisa desenvolvida na Embrapa”, disse o ministro, referindo-se diversas vezes ao apoio recebido pelo ex-presidente da Empresa, Maurício Lopes, como participante de várias ações em que a foi necessária a presença da pesquisa, especialmente para planejar a partir de perspectivas de futuro da agropecuária brasileira.

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O ministro comentou ainda sobre as conversas que tem mantido com as esferas de governo sobre alternativas para garantir mais independência financeira para a Embrapa. “Conversamos com o governador eleito de São Paulo, João Dória, e com o presidente Michel Temer, e agora com a futura ministra da pasta, Tereza Cristina. “Propusemos que a área hoje ocupada pela Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp), que pertence ao Ministério da Agricultura, seja transformada em uma cidade tecnológica e que o resultado financeiro de uso do local, como aluguel, seja revertido para a Embrapa, para que a Empresa disponha de algo diferente do orçamento comum”, disse ele, anunciando que a iniciativa já teve aprovação da nova chefe da pasta.

MAIS RECURSOS

Uma cidade tecnológica a ser construída em São Paulo, onde está instalada a Ceagesp, atualmente, deverá ser fonte de recursos para o orçamento da Embrapa, defendeu o ministro Blairo Maggi. “O resultado financeiro dessa operação do aluguel, enfim, do que houver lá, servirá para a que Embrapa tenha algo diferente, fora da briga do orçamento anual”, afirmou.

Blairo Maggi adiantou já haver conversado sobre isso com a futura ministra Tereza Cristina, que irá sucedê-lo no novo governo. “Ela concordou que é um bom caminho”. A Ceagesp situada no Bairro Jaguaré, Zona Oeste da capital, deverá ser transferida pelo governo do estado. “Se o terreno for vendido, o dinheiro se perde. Então é melhor que seja dessa forma”, observou.

Em seu discurso, o ministro lembrou o reconhecimento internacional da Embrapa, defendeu que haja cobrança para a transferência de tecnologia a outros países que têm interesse em fazer acordos com a empresa. E acrescentou que a agropecuária do país não seria a mesma, não fosse a contribuição da pesquisa e das tecnologias desenvolvidas pelos cientistas do quadro da Embrapa.

Falou também sobre o futuro e a rapidez com que há transformação no setor, nos dias de hoje. “Desejo uma Embrapa que corresponda ao novo momento que o Brasil, aliás que toda a humanidade vive, nessa direção de conhecimento, de mudanças rápidas, de adaptação urgente. Caso contrário, a gente fica para trás. E a Embrapa não deve ficar para trás, deve ser uma empresa que tenha a liberdade de pensamento, que tenha a responsabilidade de fazer as coisas para o futuro”.

O ministro recebeu uma comenda da Embrapa em reconhecimento ao trabalho realizado durante sua gestão no Ministério da Agricultura.

O MAPA

O período de dois anos e sete meses à frente do ministério, de acordo com Maggi, foi nos últimos anos um dos mais longevos. Isso é importante, afirmou, para levar adiante propósitos de governo, como o que lhe permitiu retomar a decisão sobre o destino dos recursos do Plano Agrícola e Pecuário (PAP).

“O dinheiro é uma parte importante, embora seja apenas uma parte da política agrícola. Mas foi preciso dizer ao Banco Central, à Fazenda: vocês definem os recursos, a disponibilidade, vamos discutir taxa de juros, mas para onde vai, como fazer, qual é a prioridade, é papel da Agricultura”. (Da Embrapa e do Mapa)

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