Criada em 12/01/2018 às 23h59 | Pecuária

Raios que matam: Produtores devem retirar moitas e manter rebanho em regiões mais baixas do pasto, alerta Defesa Civil

Os animais que, por acaso, forem atingidos e morrerem não podem ser usados para consumo humano e devem ser enterrados em valas cavadas por retroescavadeiras, distantes de áreas com lençol freático próximo da superfície.

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Desde o início do ano, em apenas uma fazenda de Talismã, no Tocantins, 87 animais do rebanho de gado morreram após serem atingidos por tempestades com raios. Cerca de 30 animais também foram atingidos em outras fazendas do sul do estado. 

A Defesa Civil orienta os produtores a retirar as moitas do pasto, manter o gado nas regiões mais baixas e longe da rede elétrica. Os animais que, por acaso, forem atingidos e morrerem não podem ser usados para consumo humano e devem ser enterrados em valas cavadas por retroescavadeiras, distantes de áreas com lençol freático próximo da superfície.
Segundo o coordenador da Defesa Civil em Talismã e Alvorada, João Carlos Lopes, o fato de a região ser plana e alta favorece a incidência de raios.

Além disso, o plantio de soja reduziu a vegetação e também aumentou a chance de acidentes, disse Lopes. “O que acontece: têm aquelas moitas que foram deixadas pelos produtores. Os animais, escondendo-se da chuva, vão para dentro das moitas de mato que ficaram, e o raio cai no ponto mais alto do local, e o ponto mais alto são as bolas de mato que ficaram. Aí o gado está lá debaixo. Quando o raio cai naquela bola de mato, naturalmente o gado que está debaixo morre.”

O secretário de Agricultura de Talismã, Luiz Omar Tenório, informou que a prefeitura tem auxiliado os produtores a enterrar os animais mortos por tempestades de raio com os devidos cuidados sanitários. De acordo com Tenório, a morte de mais de 80 reses na mesma fazenda assustou os produtores da região.

“Um produtor perder hoje 80 bois, isso acarreta um prejuízo de R$ 140 mil a R$ 150 mil. Na atual circunstância, é muito dinheiro para um proprietário perder. Mas são fenômenos da natureza. E a gente pode fazer o que? A princípio, quase nada”, ressaltou o secretário. (Com informações da Agência Brasil)

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