Criada em 18/11/2018 às 20h03 | Comunicação

Industrialização é a transformação que o Tocantins precisa para se livrar da dependência da máquina pública, diz Roberto Pires

Presidente da Fieto defende, entre outras ações, um cenário em que os empreendedores tenham mais acesso a crédito, menos burocracia, que a carga tributária seja reduzida e disponham de segurança jurídica. “O Estado é agrícola, mas é importante que possamos agregar valor [aos produtos]."

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Roberto Pires: “A palavra é estabilidade. O Estado passou por várias eleições até então e os investidores precisam de segurança jurídica e baixo risco para seus investimentos” (foto: Elizeu Oliveira/Secom/ Divulgação)


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Um Estado que tem no campo o seu maior potencial precisa de políticas públicas voltadas à agroindustrialização para agregar valor aos produtos, gerar mais empregos e alavancar a economia, abandonando a dependência da máquina pública. Este é o cenário traçado pelo presidente da Fieto (Federação das Indústrias do Estado do Tocantins), Roberto Pires, em entrevista ao Norte Agropecuário no Rádio deste domingo, na UFT FM. 

“O Estado é agrícola, mas é importante que possamos agregar valor [aos produtos]. O Estado deve construir políticas públicas para atração de capitais. Dessa forma tiraremos a dependência de empregos na máquina pública. Quase metade dos empregos é da máquina pública”, destacou, ao defender que a transformação deve ocorrer por meio da agroindustrialização.

Para Roberto Pires, é necessário valorizar as indústrias e empresas existentes e atrair novos empreendimentos, com ações planejadas e propiciar condições para que elas tenham condições de competir nos mercados interno e externo. “Planejamento, profissionalização e políticas públicas darão retorno também para os setores essenciais do poder público, como saúde, educação, segurança e infraestrutura”, comentou.

Entre as medidas necessárias são facilitação ao crédito, que é um dos principais gargalos, avalia Pires. Outras medidas necessárias são: reduzir a burocracia para propiciar um ambiente mais competitivo, diminuir a carga tributária elevadíssima e dar segurança jurídica aos empreendedores. “Estamos competindo com China, com Índia, Europa e EUA e com outras regiões do Brasil.”

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Na entrevista, o presidente da Fieto também falou sobre as expectativas da gestão estadual, sob o comando de Mauro Carlesse, e a eleição de Jair Bolsonaro na Presidência da República. Ele se diz motivado com as primeiras medidas do presidente eleito e que o país, de fato, terá condições para “ver a crise pelo retrovisor”.

Já em relação a Carlesse, que janeiro começa sua nova gestão após a eleição ordinária de outubro, a expectativa também é positiva. “Está no governo um empresário. Vai imprimir gestão pública alinhada com a iniciativa privada”, disse, defendendo que o Tocantins obtenha a estabilidade política para voltar a crescer. “A palavra é estabilidade. O Estado passou por várias eleições até então e os investidores precisam de segurança jurídica e baixo risco para seus investimentos”, finalizou.

Ele aborda ainda o Seminário Estadual da Indústria, programado para a próxima quinta-feira, em Palmas (TO). Na oportunidade, haverá entrega de estudos de cadeias produtivas do Estado.

O PROGRAMA

Na UFT 96,9 FM, o Norte Agropecuário no Rádio alcança um público de aproximadamente 400 mil pessoas que vivem em 20 cidades no entorno da capital tocantinense. O programa também está na internet, para o restante do Brasil e para o mundo no portal e nos seus canais nas redes sociais (Twitter, Facebook e Youtube).

A atração da nova temporada na UFT FM é a veiculação do programa em dois dias diferentes: aos domingos, a partir das 8h (7h, no horário de Brasília), e reprise às quartas-feiras, a partir das 7h20 (6h20, horário de Brasília). O programa tem 30 minutos de duração, com apresentação dos jornalistas Cristiano Machado e Daniel Machado.

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