Criada em 09/07/2018 às 10h36 | Investigação

Polícia Civil indicia empresa por crime ambiental após incêndio que matou vaqueiro e mil cabeças de gado no Tocantins

A queimada ocorrida no mês de setembro do ano passado foi causada, conforme a investigação policial, pelo rompimento de um cabo de energia elétrica. Vídeos que circularam pelas redes sociais mostraram gado fugindo dos focos de incêndio no pasto.

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O funcionário de uma fazenda e mais de mil cabeças de gado morreram em consequência do incêndio que atingiu 14 fazendas na região norte do Estado (foto: Reprodução/web)

O inquérito policial sobre o incêndio que atingiu 14 fazendas e causou as mortes de um vaqueiro e de aproximadamente mil cabeças de gado foi concluído, com indiciamento da Energisa, a concessionária de energia elétrica no Tocantins. A queimada ocorrida no mês de setembro do ano passado foi causada, conforme a investigação policial, pelo rompimento de um cabo de energia elétrica. As informações são do G1 Tocantins. 

Em nota, a empresa informou que acredita ser inocente neste caso e irá se defender na Justiça.

Na época, o Corpo de Bombeiros informou ao Norte Agropecuário que o incêndio devastou áreas às margens da TO-164. Vídeos que circularam pelas redes sociais mostraram gado fugindo dos focos de incêndio no pasto.

Confira a nota da Energisa:

A Energisa Tocantins informa que acredita em sua inocência e que irá apresentar sua defesa ao judiciário, esclarecendo assim, todos os fatos. Desde o início do inquérito policial, a empresa manteve-se à disposição das autoridades para esclarecimentos e colaborou com as investigações, apresentando tudo o que foi solicitado.

A empresa manifestou-se sempre dentro do prazo, ao contrário do que aponta o relatório policial.

A companhia ressalta ainda que os laudos da perícia são parciais e não correspondem às conclusões que especialistas em incêndios florestais chegaram após análise independente. Tal análise indica que as origens dos incêndios dos dias 10 e 16 de setembro de 2017 são distintas e que ambos provavelmente tiveram origem criminosa por fato de terceiro.

A Energisa Tocantins reforça que argumentos e provas apresentados pela empresa não foram considerados até o momento, e que o pedido para que os peritos especialistas em incêndio florestal fossem ouvidos no inquérito também não foi atendido pela autoridade policial.

Além disso, solicitou que fossem feitas análises em equipamentos fundamentais para as investigações, o que também não foi feito até o momento.

A concessionária registra ainda que não há qualquer ação ou omissão de sua parte que possa ter contribuído para os incêndios mencionados e reafirma a segurança como um de seus valores, possuindo protocolos rígidos nos quais, mantém uma prática frequente e contínua de manutenção em todas as suas redes.

Reconhecida pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) como a distribuidora que mais evoluiu no ranking nacional de qualidade, a Energisa Tocantins saiu da 19ª posição para a 12ª sendo esse salto consequência do investimento de mais de R$ 1 bilhão na modernização, restruturação e ampliação do sistema elétrico e do empenho de seus trabalhadores em garantir um serviço de qualidade. Com esse recurso, foram construídas novas subestações, ampliado o sistema elétrico, realizadas melhorias nas redes de transmissão e distribuição e na qualidade do serviço prestado.

A Energisa reafirma sua crença na inocência e sua confiança no judiciário tocantinense, acreditando na imparcialidade da análise dos fatos e das provas que foram apresentadas.

RELEMBRE O QUE O NORTE AGROPECUÁRIO NOTICIOU SOBRE O CASO 

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