Criada em 11/01/2018 às 23h14 | Agronegócio

“Até se pode fazer adubo nacional, mas o custo de produção ainda é muito alto”, afirma presidente da Aprosoja no Tocantins

Os produtos principais na composição do adubo, o cloreto e o fósforo, não existem em abundância com facilidade no país, o que obriga as empresas nacionais a importarem, explica Maurício Buffon.

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Buffon: “Também há uma diferença na fórmula dos produtos que faz os preços diferentes” (foto: Ademir dos Anjos/Arquivo/Divulgação)

DANIEL MACHADO
DE PALMAS 

O presidente da Aprosoja-TO (Associação dos Produtores de Soja e Milho do Tocantins), Maurício Buffon, comentou, em entrevista ao Norte Agropecuário, que a grande importação de fertilizante não é uma situação específica do Tocantins e se repete em todo o Brasil. Segundo ele, isso ocorre porque os produtos principais na composição do adubo, o cloreto e o fósforo, não existem em abundância com facilidade no país, o que obriga as empresas nacionais a importarem.

“Até se pode fazer adubo nacional, mas o custo de produção ainda é muito alto”, explica Buffon. Sobre as diferenças nos preços dos fertilizantes dos três principais fornecedores - China, Israel e Rússia - para o Egito, Buffon explicou que isso se dá pelo tipo de adubo comercializado e pelo transporte. Como o Brasil exporta muito para China, muitas vezes é melhor comprar o fertilizante chinês, mesmo que um pouco mais caro, pois ele vem no mesmo navio que levou a soja para os asiáticos, barateando o frete.

O quilo de fertilizante chinês para os tocantinenses custou R$ 0,90; do produto de Israel, R$ 0,77 e dos russos, R$ 0,81. Já o adubo egípcio custou R$ 0,37. “Também há uma diferença na fórmula dos produtos que faz os preços diferentes”, detalha o presidente da Aprosoja.

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