Criada em 17/07/2017 às 23h09 | Exportações

EUA e Brasil não selam acordo, mas Blairo prevê retomada do comércio de carne em 60 dias: país aguarda “posições técnicas”

“[...] Duro dar prazo, mas acredito que em um horizonte de 30 a 60 dias", disse titular do Mapa após se reunir, em Washington, com o secretário da Agricultura dos Estados Unidos, Sonny Purdue. “O Brasil vai garantir que os achados que impediam de entrar nos EUA não acontecem mais.”

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Sonny Purdue e Blairo Maggi: Maior produtor de carne bovina do mundo, o Brasil passou 17 anos tentando entrar no mercado norte-americano, maior consumidor do mundo, cujo controle de qualidade é muito rigoroso (foto: Agência Brasil/Arquivo)

Terminou sem uma definição de data a reunião que tratou da retomada das exportações de carne in natura brasileira para os Estados Unidos. “A decisão foi de aguardar as posições técnicas. Não há qualquer objeção política do secretário. Ficou um compromisso político de que será o mais rápido possível a reabertura de mercado para Brasil. Assim, que as coisas estiverem esclarecidas”, disse o ministro da Agricultura do Brasil, Blairo Maggi, em sua página no Facebook.

Ele se reuniu nesta segunda-feira, 17, em Washington, com o secretário da Agricultura dos Estados Unidos, Sonny Purdue, para tentar reverter a decisão do governo norte-americano, que no fim do mês passado, suspendeu a compra de carne brasileira. “[...] Duro dar prazo, mas acredito que em um horizonte de 30 a 60 dias", disse Blairo Maggi ao G1 após o encontro.

Maior produtor de carne bovina do mundo, o Brasil passou 17 anos tentando entrar no mercado norte-americano, maior consumidor do mundo, cujo controle de qualidade é muito rigoroso.

Em setembro do ano passado, a carne bovina brasileira conseguiu o selo de aprovação do Departamento de Agricultura, mas depois de menos de dez meses, no final de junho, as exportações foram suspensas porque técnicos norte-americanos apontaram abscessos na carne.

Esses abscessos são inflamações causadas pela vacina contra a febre aftosa, aplicada na parte dianteira do boi, exatamente a que é exportada para os Estados Unidos.

“Já foram feitas mudanças na forma de como mandar a mercadoria para eles. Nenhum país livre de aftosa pode exportar peças com osso. Temos equipamentos que podem detectar ossos, cada caixa passa por um scanner. Agora, os cortes estão menores. O Brasil vai garantir que os achados que impediam de entrar nos EUA não acontecem mais”, complementou o ministro. (Com informações do G1)

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