Criada em 09/07/2018 às 11h27 | Artigo

Leite de vaca continua o mais acessível, do ponto de vista de custo, mais abundante e nutritivo, defende nutricionista

Não existe outro alimento que forneça tanto cálcio para o organismo humano quanto o leite de vaca. Há estudos que associam o alto consumo de cálcio à redução de gordura corporal e descrevem o aminoácido triptofano, presente no leite, como um dos responsáveis pelo efeito de saciedade.

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Nutricionista afirma que há outros leites de origem animal igualmente interessantes para o consumo como o de cabra e de búfala. A desvantagem é que é pouco disponível (foto: Divulgação/CNA)

Leite de origem animal ou vegetal?

Por Erika Raquel Ferreira

O leite está presente em nossa alimentação desde os primeiros dias de vida, sendo essencial para o desenvolvimento do organismo. Atualmente, a indústria oferece várias opções para o nosso dia a dia: animal, enriquecido com vitaminas, sem lactose e, também, o leite vegetal, que já pode ser encontrado em algumas prateleiras, especialmente de lojas de produtos naturais. Independentemente do tipo, o leite traz uma série de benefícios para a nossa saúde, porém, é necessário sempre estar atento sobre quando é recomendado fazer uso de cada um deles.

O leite de vaca é um alimento de origem animal. Apresenta proteína de alto valor biológico, que é mais facilmente absorvida pelo organismo. Em sua composição estão presentes naturalmente nutrientes importantes como cálcio, fósforo e vitamina A, sendo o cálcio um mineral essencial para o crescimento e desenvolvimento da nossa estrutura óssea e para a prevenção de doenças como a osteoporose. Também apresenta benefícios para a memória, equilíbrio da pressão arterial, hidratação e fortalecimento do sistema imunológico.

Só podemos chamar de leite a secreção nutritiva de cor esbranquiçada que é produzida pelas glândulas mamárias, como o leite de vaca. O que costumamos chamar de leite vegetal, a exemplo do leite de soja ou leite de coco, é, na verdade, o extrato vegetal desses alimentos. A variedade é imensa, vindas de produtos como amendoim, amêndoas, aveia, arroz e nozes, entre outros.

O produto de origem vegetal é rico em sais minerais e vitaminas, variando entre eles a concentração de cada composto. Entretanto, é indicado para situações específicas, como pessoas alérgicas à proteína do leite, casos mais agudos de intolerância à lactose, para quem segue a dieta vegana ou restritivas em calorias. Para todos esses casos, a suplementação de cálcio é altamente recomendada. A indústria alimentícia já vende leites vegetais enriquecidos com cálcio. Entretanto, é uma substância sintética, ou seja, não é natural, e, por isso, pode não ser bem absorvida pelo organismo. Outra grande desvantagem dos leites vegetais é o preço.

De modo geral, a substituição do tipo animal pelo vegetal não é recomendada. As consequências dessa prática já começam a ser observadas. Uma Pesquisa publicada no American Journal of Clinical Nutrition mostrou a relação entre consumo de leites vegetais e menor estatura de crianças. Segundo a análise, cada copo de leite de origem vegetal consumido por dia está associado a uma redução de 0,4 cm na altura das crianças em comparação com a média para a idade.

Há outros leites de origem animal igualmente interessantes para o consumo. O de cabra tem potássio, que ajuda na circulação sanguínea e na saúde dos músculos; selênio, que é um antioxidante importante para o sistema imunológico; e fósforo, que auxilia na formação de ossos. Nele, a lactose é mais facilmente digerida, mas tem mais gordura. Já o leite de búfala tem menos colesterol e gordura, é rico em zinco, vitaminas A e C. A desvantagem é que é pouco disponível.

Não existe outro alimento que forneça tanto cálcio para o organismo humano quanto o leite de vaca. Há estudos que associam o alto consumo de cálcio à redução de gordura corporal e descrevem o aminoácido triptofano, presente no leite, como um dos responsáveis pelo efeito de saciedade, ajudando no emagrecimento. O leite de vaca, portanto, de todas as opções citadas anteriormente, continua sendo mais acessível, do ponto de vista de custo, mais abundante e nutritivo.

*Erika Raquel Ferreira é Nutricionista e professora do curso técnico em nutrição do Senac

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