Criada em 17/07/2017 às 12h47 | Agricultura

TO e MA: Com R$ 8 milhões a receber de indústria, avicultores buscam opções para vender produção

Já são sete meses de atraso, informa a Avinto. Os produtores estão dispostos a parcelar em três pagamentos os novos lotes, mas, conforme a Avinto, a Bonasa não paga. E o alojamento dos galpões está com apenas 55% da capacidade projetada.

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De acordo com a Avinto, empresa admite dívida de R$ 4 milhões, mas avicultores falam em débitos de quase o dobro do valor informado (foto: Sebrae/Divulgação)

A dívida da indústria Bonasa, proprietária da Asa Alimentos, de Aguiarnópolis (TO), com avicultores do extremo norte do Tocantins já chega a quase R$ 8 milhões, informam dirigentes da Avinto (Associação dos  Avicultores do Norte do Tocantins). O atraso no pagamento já dura sete meses. A avicultura no norte do Tocantins tem capacidade para produzir 5 milhões de aves por ciclo, gerando consumo de 26 mil toneladas de grãos por mês. Com esse valor a receber e sem perspectivas, produtores de aves da região buscam novas opções. Uma delas foi a indústria Aurora, em Chapecó (SC).

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Entretanto, no Bico do Papagaio, onde mora a maior parte dos avicultores que fornecem para a Bonasa, as dívidas só aumentam e vários avicultores já pararam de alojar por falta de dinheiro. Conforme a direção da Avinto, na reunião a Bonana teria admitido dívida de R$ 4 milhões. Porém, segundo levantamento dos avicultores,  a dívida é quase o dobro do assumido pela empresa. O Norte Agropecuário entrou em contato com a empresa e aguarda o seu posicionamento.

REUNIÃO DA AVINTO

De acordo com a Avinto, no último dia 22, em Aguiarnópolis (TO), avicultores do Norte do Tocantins e Sul do Maranhão tiveram encontro com dirigentes da Bonasa e de instituições financeiras. Na pauta, o não cumprimento da Bonasa do pagamento das parcelas em atraso e pagamentos de novos lotes vencidos.

Na oportunidade os avicultores indagaram que em mais uma tentativa de manutenção do funcionamento da avicultura na região a Bonasa não atualizou os pagamentos em atraso que se arrastam desde dezembro de 2016.

Os produtores estão dispostos a parcelar em três pagamentos os novos lotes, mas, conforme a Avinto, a Bonasa não paga. E o alojamento dos galpões está com apenas 55% da capacidade projetada.

Ainda conforme a Avinto, os representantes da Bonasa informaram que a empresa está em grave crise financeira tentando vender outras empresas (inclusive a Frango Norte) para tentar pagar um pouco das dívidas acumuladas. Os representantes ainda propuseram um parcelamento da dívida existente com os avicultores em 24 vezes.

A proposta não foi aceita pelos produtores. A empresa quer ainda, de acordo com a associação, só teria condição de manter o negócio caso os avicultores parcelem os novos lotes recebendo R$ 0,30 por ave. Já o restante não teria previsão de pagamento.

EM CHAPECÓ

Os criadores de aves buscam novas integradoras para repassar a produção. Uma comitiva formada por avicultores ligados à Cooperativa Agrivita e Avinto procuraram a Aurora Alimentos, em Chapecó (SC), no mês passado. Eles foram orientados a se organizarem em cooperativa para sair da crise no Bico do Papagaio.

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