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Quarta, 11 Janeiro 2017

Produtores rurais têm R$ 6 bilhões para linhas de crédito de custeio antecipado do plantio da safra de verão 2017/2018, anuncia Caixa

Produtores rurais têm R$ 6 bilhões para linhas de crédito de custeio antecipado do plantio da safra de verão 2017/2018, anuncia Caixa
Produtores de soja, milho, arroz, trigo, feijão (foto) e sorgo são alguns dos beneficiados (foto: Embrapa)

A Caixa Econômica Federal disponibiliza aos produtores rurais R$ 6 bilhões para a linha de Custeio Antecipado, que possibilita o acesso a recursos para custear as lavouras até 270 dias antes do início do plantio da Safra Verão 2017/2018. A linha está disponível para as principais culturas, como soja, milho, arroz, trigo, feijão e sorgo, e conta com análise técnica automática para propostas de até R$ 500 mil. Segundo o vice-presidente de Produtos de Varejo da Caixa, Fábio Lenza, ao antecipar os recursos da próxima safra, o produtor pode negociar ainda no primeiro semestre de 2017 a aquisição de insumos para o plantio. “O Custeio Antecipado proporciona as condições necessárias para que os recursos financeiros do Crédito Rural cheguem ao produtor rural de forma rápida, simples e no melhor momento, para que possa se programar e reduzir custos”, comenta. 

MAIOR ACESSO AOS RECURSOS

As alterações nas regras de limite por produtor, divulgadas pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) para este ano safra, proporcionam um maior acesso a recursos pelo produtor, que pode contratar até R$ 3 milhões no Custeio Antecipado, deduzido deste limite o valor contratado entre julho e dezembro de 2016. A Caixa conta ainda com a linha de crédito Custeio Pronamp. Esta modalidade de custeio antecipado possui condições diferenciadas para os médios produtores que apresentam renda bruta anual de até R$1,76 milhão, com taxas de juros de 8,5% ao ano e limite de até R$1,5 milhão, e promove o desenvolvimento das atividades desse segmento, proporcionando o aumento da renda e da geração de empregos no campo.

Fabio Lenza: “O Custeio Antecipado proporciona as condições necessárias para que os recursos financeiros do Crédito Rural cheguem ao produtor rural de forma rápida, simples e no melhor momento, para que possa se programar e reduzir custos” (foto: Caixa)

CRÉDITO RURAL DA CAIXA: MAIS DE R$ 7 BILHÕES 

A carteira de Crédito Rural da Caixa ultrapassou o montante de R$ 7 bilhões de saldo em operações ativas. Para o ano-safra 2016/2017, que se encerra em junho de 2017, a Caixa deve superar o volume de R$ 10 bilhões em contratações nas linhas de crédito destinadas a custeio, investimento, industrialização e comercialização para produtores rurais, agroindústrias e cooperativas. O crédito rural está disponível em mais de 1.700 agências da Caixa em todo o Brasil. Além disso, a empresa leva às principais feiras e eventos do setor o Caminhão do Agronegócio, agência volante na qual o produtor pode, inclusive, ter acesso ao crédito rural e a diversas informações e produtos. Para auxiliar na elaboração dos projetos agrícolas ou pecuários, a Caixa possui ainda convênio com uma ampla rede de empresas de Assistência Técnica e Extensão Rural (ATER) em todas as regiões do país.

MAIS DE R$ 160 MILHÕES PARA O TOCANTINS

Como o Norte Agropecuário noticiou em 2016, a Caixa disponibilizou mais de R$ 160 milhões a produtores rurais do Tocantins desde 2014. O banco público, que aderiu ao segmento do agronegócio no final de 2013, atualmente tem 400 clientes ativos no Estado. Clique aqui e saiba mais sobre a atuação do banco no agronegócio do Tocantins.

CADASTRO OBRIGATÓRIO DE EMPRESAS

A Agência de Defesa Agropecuária do Tocantins (Adapec) alerta os proprietários de estabelecimentos comerciais e/ou industriais que se dedicam à produção e comercialização de produtos para uso na agropecuária, para ficarem atentos ao prazo de recadastramento anual que teve inicio no último dia 2 de janeiro e encerrará no dia 31 de março. O cadastro é obrigatório, conforme estabelece a Portaria 441/2016. O presidente da Adapec, Humberto Camelo destacou que este recadastramento é importante, pois garante aos consumidores que estes produtos comercializados nestes estabelecimentos agropecuários possuem qualidade. “O consumidor que adquire um produto em uma loja agropecuária sem cadastro pode levar para casa um produto clandestino e colocar em risco sua saúde e/ou não surtir o efeito desejado no uso ao qual se destina”, disse Humberto. “As lojas agropecuárias que não fizerem o recadastramento dentro do prazo serão multadas em até R$ 3.600,00 reais e em casos de reincidência, a multa será dobrada, podendo ser aplicadas outras sanções como a interdição do estabelecimento e cancelamento do cadastro junto ao órgão”, disse o inspetor de defesa agropecuária, Juliano Milhomem, acrescentando que as empresas autuadas também não poderão receber o certificado de registro até a sua regularização.

COMÉRCIO SÓ DEVE FUNCIONAR COM REGISTRO NA ADAPEC

De acordo com a Adapec, os estabelecimentos comerciais de produtos agropecuários só devem funcionar mediante registro junto à Agência, com exceção daqueles, cuja atividade é de exclusiva competência do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). Vale ressaltar ainda, que a venda de produtos veterinários como vacinas, ficam condicionados ao certificado de registro vigente no corrente ano emitido pela Agência. Juliano explicou que houve algumas pequenas mudanças na exigência de alguns documentos. “O empresário deve juntar todos os documentos indicados com prazos de validade em dia, recolher a taxa de recadastramento e entregar a documentação na unidade local da Adapec do seu município”, completou ele. 

SÃO, AO TODO, 390 ESTABELECIMENTOS

Conforme dados da Adapec existem atualmente 390 estabelecimentos agropecuários licenciados junto a Agência, sendo que a comercializam de produtos estão assim distribuídos: sementes em 333 lojas, vacinas e produtos veterinários 223, agrotóxicos em 108 e mudas em 18 estabelecimentos. Os cincos municípios que concentram o maior número de lojas agropecuárias são: Araguaína com 55 estabelecimentos, seguido por Colinas com 50, Porto Nacional 48, Palmas 45 e Araguatins com 42.

Blairo Maggi é cogitado para ser candidato a presidente da República

CANDIDATO A PRESIDENTE?

O jornal O Estado de São Paulo noticiou que o ministro da Agricultura, Blairo Maggi (senador licenciado pelo Mato Grosso) pode ser candidato à Presidência em 2018. Conforme o jornal, “as conversas ainda estão no início”, mas o comando nacional do PP já estuda lançamento da candidatura. “O presidente do partido, senador Ciro Nogueira (PI), nunca escondeu a vontade de apresentar candidatura de impacto que buscasse votos dos eleitores conservadores e tivesse perfil empresarial relevante como Blairo. O ministro não comenta o assunto neste momento. Na pasta, o secretário executivo Neri Geller também pode concorrer ao governo de Mato Grosso”, informa o Estadão. Há, porém, informações que dão conta que Maggi já teria fechado acordo na busca pela reeleição no Senado.

Norte Agropecuário

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